Sinto minha mente derretendo hoje. Uma falta de inspiração, vontade de não pensar em nada, de passar o dia no automático. Posso?
Não, meus caros, não estou deprimida. Tampouco para baixo. Aliás, estou até bem feliz, cantarolando. Em paz.
Apenas estou não pensante, zero memória, nula em atenção. O operacional funciona perfeitamente, o cheirinho do café, de casa limpa, da comida posta da mesa. Ouve-se ao fundo o som de bagunça e agradável riso infantil e latidos de cachorros. Mamãe olha para o nada e continua fazendo algo, nunca parando. Até as birras entram em sintonia nessa hora. Reflexão que se encerra inúmeras vezes ao dia, ao soar de um dos 10 milhões de “Mamães”diariamente mencionados…
– “Mãe, qué bincá de massinha”….
– Aiiii filha, Mamãe não sabe onde guardou. Vai brincar de quebra cabeça que tá ali…
Quem sabe a dela está normal hoje. A minha não. Está tão no automático que a casa tá em ordem, mas as idéias parecem derreter: assim como o relógio de Salvador Dali. No cair dos ponteiros no tempo, encontra-se a massa cinzenta encefálica de minha pessoa. A “persistência da memória” em manter-se sã.
Mente que decidiu ficar um pouco mais no final de semana enquanto o corpo trabalha. Coisa de gente atarefada, tipo mãe numa segunda feira.
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas
Boa semana a todos!
Um beijo, Marrie
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