Endometriose: 1 em cada 10 mulheres sofrem com ela

No Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sete milhões de mulheres sofrem com a enfermidade, sendo que muitas ainda possuem dúvidas sobre o tratamento.

 

Estima-se que uma a cada dez mulheres no mundo todo sofre com a endometriose. Eu descobri minha endometriose no parto da minha primeira filha, Clara, em uma cesariana. Depois do parto, eu tomei mais uma dose de anestesia/ dormi e a medica cauterizou o local antes de me fechar. Eu engravidei de primeira tentativa da minha filha Clara, observando o muco genital, por isso, não desconfiava que tinha a doença. Porem, sentia muitas cólicas menstruais e o fluxo menstrual ainda é extremamente intenso.

Os sintomas mais comuns da Endometriose são irregularidades menstruais, dores abdominais, dores durante o ato sexual e até dor para urinar e sangramento na urina.

No Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sete milhões de mulheres sofrem com a enfermidade. A endometriose é um distúrbio em que o tecido que reveste o útero cresce fora dele. O tecido pode estar presente nos ovários, nas tubas uterinas ou no intestino.

“Não existe ainda algo que explique o real motivo pelo qual algumas mulheres sofrem com esse problema, a tese mais discutida é a “menstruação retrógada”, que é quando o endométrio se solta das parede uterinas, e não liberado por completo durante a menstruação, e sobe pelas trompas”, explica o diretor clínico do Laboratório Rocha Lima, David Pares, Doutor em Obstetrícia pela Universidade Federal de Sao Paulo. Por conta disso, as células do endométrio vão para outras partes do organismo e se reproduzem, causando assim a endometriose.

O distúrbio atinge as mulheres na fase reprodutiva, e pode ser desenvolvida tanto entre a primeira menstruação como na menopausa. “O problema é que algumas mulheres acabam não procurando um especialista por achar que é algo normal menstruar com dor, e muitos médicos também ignoram as queixas de cólicas das pacientes, o que atrasa o diagnóstico”, explica Pares.

Foi exatamente o que aconteceu comigo!

Como a doença afeta partes do sistema reprodutor, as mulheres acabam tendo dificuldades para engravidar. Mas, em mim, graças a Deus isso não chegou a ocorrer!

Ultrassonografia com preparo ou ressonância magnética: descubra qual é o exame mais indicado no tratamento da endometriose

Existem diversos exames complementares que são fundamentais para o diagnóstico da doença como a ultrassonografia e a ressonância magnética.

Muitas mulheres costumam ter dúvidas na hora de escolher o exame mais indicado. “Por conta do baixo custo e da facilidade, a ultrassonografia com preparo deve ser o primeiro exame solicitado. Além disso, na ultrassonografia é feito um preparo intestinal que possibilita uma melhor visualização das estruturas e um diagnóstico mais preciso”, diz o diretor clínico.

Além disso, os ovários e o peritônio pélvico são os locais que apresentam maior frequência de tecido endometrial ectópico. Portanto, a ressonância magnética deve ser feita em casos mais específicos, pois o custo-benefício da ultrassonografia com preparo é maior e por ele ser um método efetivo na detecção da endometriose.

Voltando ao meu caso: nunca tratei da endometriose. Mas agora, após o parto desse meu segundo bebê, farei o tratamento necessário.

Um beijo, Marrie

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