Sobre conhecer o próprio corpo e engravidar

Com o passar dos anos, conheço tanto meu próprio corpo, seus sinais, pequenos incômodos e mucos, que todas as 3 vezes que engravidei não houveram tentativas: foram exatamente quando eu quis. Dessa vez, olhei para meu marido no dia da concepção e disse: engravidei!

 

Eu nao tinha duvidas: tantos anos me observando, hoje seu exatamente quando é meu dia fértil, sem nunca ter usado nada para medir ovulação. Mas foi um processo… contarei tudo para vocês…

Tomei anticoncepcional por muitos e muitos anos. Antes disso, meus ciclos sempre foram desregulados, muito fluxo, varios casos de escape de menstruação na adolescência. Vivia com moletom amarrado, rsrs.

Quando me casei e decidi ter uma filha, comecei a observar mais meu corpo. O fluxo continuava desregulado, mas eu no fundo sabia quando estaria fértil por observação, mesmo no começo desacreditando nesse poder intuitivo. Como boa economista (atuei 10 anos na área), sou “a doida” das tabelas e planilhado excel, mas para fertilidade, sentia que essas tabelas nunca batiam, então usava só para anotar as datas dos meus fluxos doidos, para contar a média do ciclo na próxima visita ao ginecologista (tão doido que tem média 32,5 dias, rsrs).

Pois bem, com esse ciclo desregulado, não é de se espantar que meu período fértil estatístico “de tabela” NUNCA bateu com meu período fértil fisiológico, onde SEMPRE percebi claramente os sinais, em especial o muco vaginal sem cheiro e transparente, que chamo carinhosamente de CLARA DE OVO, mas depois que já me conhecia, fui ver no Google e essa forma se chama método de Billings (imagens abaixo). Além disso, sinto uma leve cólica quando óvulo, e sei de qual lado isso aconteceu. Nessa gestação, engravidei do ovário esquerdo.

Mas mesmo relatando tudo isso, e me percebendo intensamente, não confiava tanto assim no instinto, até que a vida foi me mostrando que eu DEVO me perceber, para me compreender e nada como o analítico. Não somos padrão, uma tabela jamais será melhor que a apurada auto percepção.

Enfim, quando decidi engravidar da Clara, tentei no dia que sabia pelos sinais de meu corpo que eu estava fértil. Não pela tabela ou aplicativos de controle de menstruação. E engravidei na primeira tentativa.

Confesso que foi um enorme susto essa afirmação do universo de que o intuitivo tinha razão. Mas ainda não via racional nenhum nisso.

Tive a Clara, logo em seguida tomei uma pílula  para quem ainda amamenta. Não curti e parei. Como tinha ideia de ter dois filhos, deixei para quando eu quisesse tentar no dia certeiro ou, quando o acaso resolvesse me presentear.

Mas o acaso jamais me presenteou. Eu engravidei do meu segundo bebê numa tentativa em dia fértil. Eu sabia e avisei meu marido. Foi certeiro de novo. 

Infelizmente, essa gestação não foi pra frente, perdi o bebê com 3 meses. Virei mãe de anjo.

Fiquei bastante desapontada com essa perda e vivi um longo luto. Eu não quis engravidar mais tão cedo, porém parei com os remédios, pensando “vai que o acaso um dia nos presenteie, pegando-nos de surpresa”. Como marido e eu queríamos, só não tão já, não tomei mais nada, só evitei nos dias sabidamente certeiros.

E nada aconteceu.

O tempo foi passando, fui desistindo de ser mãe de novo. Mas sempre com aquele pensamento: “ se Deus quiser, ele manda, mas não vou dar brecha”. 

Nunca aconteceu nem susto.

Quando efetivamente, após uma exaustiva conversa com meu marido (que sempre quis mais filhos) eu resolvi tentar, esperei meu dia certo e, adivinhem?

Engravidei! E no dia que engravidei, eu já sabia que estava grávida. Estou de 10 semanas!

Nunca mais duvido do poder feminino e intuitivo que há em cada uma de nós.

Não sou especialista para afirmar que funciona com todo mundo da mesma forma. Mas comigo, o auto conhecimento é certeiro!

Por @MarrieOmetto #reflexoesplugadas

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