Como mães, queremos sempre o melhor aos nossos filhos, isso é super normal. Queremos que eles estejam altamente preparados para viver nesse mundo cão e, muitas vezes, sem perceber, empurramos nossos filhos para fazer cada vez mais e mais atividades, sempre cobrando muito.
Claro que, se deixamos nossos filhos fazerem apenas o que eles queiram o tempo todo, sem incentivá-los a algo novo, muito provavelmente ficarão assistindo à Peppa Pig ou qualquer outro desenho animado da moda o dia todo!
Mas será que há equilibrio entre as cobranças e o livre brincar, ou mesmo o livre deixar que façam um pouco as coisas por eles?
Crianças não são mini adultos. Vejo crianças pequenas, da idade da Clara, com agenda de executivos. Tem escola bilingue pela manhã, natação, balela, judô a tarde e, a noite, fazer lição para o dia seguinte.
Mas cadê o horario em que ela pode ser criança? Em que ela poderá explorar um jardim sem muita pretensão e, ainda assim, fazer descobertas incríveis que ajudarão, tanto quanto (ou então até mais), no desenvolvimento dela como um adulto feliz e equilibrado?
E não é só o equilíbrio entre o incentivar nossos filhos a fazer cada vez mais e mais, preenchendo agendas, mas também nossas expectativas que devem ser balanceadas.
O que é desejo ou bom para você, pode não ser para ele. Já pensou nisso? Você pode amar balela, mas sua filha odiar. E não deveria haver problema algum nisso, levando em consideração que somos indivíduos únicos, com aptidões e gostos diferentes (graças a Deus) e, não é porque a moda é falar chinês, que se seu filho estudar chinês terá sucesso no futuro.
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Estas expectativas variam de como esperamos se desempenhem na escola à forma de como queremos que eles se socializem e interajam com o mundo.
Não é por que você não é tímido que seu filho não pode o ser.
Não é porque você aprendeu a dar a benção por obrigação que seu filho é obrigado a se sentir confortável com isso. As pessoas confundem a projeção que fazem nos filhos com boa educação.
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No entanto, a realidade é que nós não estamos aqui para controlar as nossas crianças, mas sim para guiá-las para que elas sejam o mais éticas, integras, sociáveis e felizes possam ser.
Como podemos saber se temos um conjunto nossas expectativas demasiado elevadas para os nossos filhos, ou se estamos simplesmente pedindo-lhes para ser o melhor que pode ser?
Entendo o orgulho que temos dos pequenos. Mas comparar, ou até mesmo projetar expectativas para colocá-lo num “pódio” de super dotado perante as mães do bairro, não é saudável. Você deve considerar a personalidade do seu filho quando você definir as expectativas para eles.
Você gostaria que seu bebê entrasse andando na festa de um aninho dela, acenando tipo miss e cantando “Let It Go” de Frozen, mas ela não está preparada. Ou ainda, simplesmente não quer fazer o que VOCÊ quer. E daí? Tudo bem…Lide com isso. Todos nós temos limitações, capacidades e sobretudo: NOSSO TEMPO. Por que com seu filho seria diferente?
Claro que o exemplo é um exagero. Mas já vi casos assim. Ou de forçar a barra para “n”situações onde era nítido que a criança não estava preparada, causando frustração nas duas partes.
Sei que existem crianças que precisam de mais “pegar no pé”do que outras. Mas tenha cuidado, a linha que limita o desenvolver seu filho e o exigir e projetar suas expectativas é tênue.
Cuidado para não estar projetando seus sonhos com tanta força e estar colocando uma nuvem sobre sonhos do seu filho. Além de você se frustrar, o deixará confuso, afinal, não é tarefa simples para ninguém saber o que o outro quer e muito menos deixar de ser o que realmente se é. Aos poucos, a própria criança ou adolescente começa a achar que não vale muita coisa. Tudo que faz é questionável. Nunca nada está bom. E lá se vai sua auto-estima.
Sabendo que amor, auto-estima e segurança sao itens indispensáveis a uma criança feliz, vale a reflexão: será que estou exigindo demais, a ponto de podar a personalidade de meu filho?

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