Olá Plugadas,
Recentemente postei um texto de desabafo de um pai que entrou em conflito com sua filha de 5 anos, relatando-o com uma riqueza de detalhes e sentimentos inexplicável.
Ele não sabia mais o que fazer. A criança não o respeitava de maneira alguma e ele, já fora de si, tinha medo de fazer algo que a machucasse, apesar da vontade. Texto longo, mas riquíssimo. Quem quiser o ler na integra, clique aqui.
Este post gerou discussão: “esse pai não colocou limites antes”, “a menina estava possuída”, e coisas do tipo. Não nos cabe julgar. No meu caso, com uma filha de 2 anos, nunca entrei nesse nível de estresse com ela, talvez por ser muito pequenina…Mas pode ser que um dia eu passe.
E aí? E quando chegar aquele momento em que você, como Mãe ou Pai, quiserem respeito por parte da criança e esta desafiar? Pedir um minuto para falar ao telefone e começarem a berrar por atenção? Ou qualquer outro mau comportamento que te tire do serio, como é que você vai agir?
Este post aborda exatamente isso. Foi inspirado no livro “Criando Filhos Felizes”, de Parker e Stimpson, onde a Terapeuta Familiar Viviane Gross dá dicas valiosíssimas, levando em consideração que chacoalhar um bebê ou bater numa criança só os confundem, os aterrorizam, além de poder causar sérios problemas físicos. Resumindo: Não é a melhor opção!
Então que atitude tomar quando sairmos do sério com os pequenos?
- Procure em primeiro lugar eliminar sua crise nervosa. Ambos estão nervosos, voce e a criança, mas o adulto e racional da historia é você.
- Então RESPIRE! Conte até 10 sim, até 100, até 1000 se for preciso, mas PARE imediatamente para raciocinar!
- Saia dessa situação no ato. Deixe a criança em um local onde estará em segurança, como o bebê no berço ou a criança no quarto e vá para outro cômodo, como a sala, por exemplo. A criança poderá sim continuar chorando enquanto está longe, porém volte para atendê-lo quando estiver CALMA e em SI.
- Espere. Já se acalmou o bastante para retornar? Ou seria melhor, caso haja a possibilidade, de pedir ajuda a alguém, como o marido ou um parente que mora pertinho? Procure lembrar, enquanto espera, do tamanho do amor que sente por esse ser, quanta alegria ele já te trouxe, o quanto já a fez sorrir e seu coração derreter. Esse coração é o mesmo.
- Quando estiver mais calma e decidir retornar, pode ser que a criança continue chorando, birrenta ou fazendo algo que possa aborrecê-la. Prepare-se para este cenário: Voce conseguiu se acalmar, seu filho ainda não. Pense em como poderá ajudá-lo a recuperar-se do que o aflige.

Depois que passar essa crise nervosa, planeje-se com pequenas atitudes a longo prazo:
- De que ajuda e apoio você como indivíduo, humana e mulher está precisando? Sim, você alem de mãe, de atender as necessidades de quem mais ama no mundo, também tem as próprias. Descobrir isso e buscar uma solução é libertador e a ajudará a manter-se mais calma e feliz.
- Há algo que possa fazer no seu dia a dia para diminuir seu estresse?
- Pense na possibilidade de procurar ajuda de um terapeuta ou grupos de mães. Não é vergonha alguma abrir-se como humana e buscar apoio e ajuda! Ás vezes, o pai ou mãe exigem de si mesmos mais do que é humanamente suportável aguentar, o que os empurra ao limite da paciência. Pense nisso!
Leia também:
https://www.mamaeplugada.com.br/2016/02/por-que-bater-na-crianca-e-errado/

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