Mudanças para a criança: a tranquilidade do processo está em você

Mudanças para as crianças não são em si um trauma. Claro, mexem com elas sim, mas se isso for verdadeiro e bom para quem é o porto seguro delas – seus pais – também será para elas. Elas terão segurança e a tranquilidade que a mudança será boa, fazendo do processo muito mais fácil.

Quando nos mudamos de casa pela primeira vez com a Clara (porque eu já mudei ‘milhares’ de vezes, rsrs), a criança que dormia a noite inteira desde os 4 meses de vida (das 19h até o dia seguinte), passou a acordar a noite toda e só conseguir dormir em minha cama, no meio.

Durou quase um ano esse processo de não conseguir mais dormir em seu quarto. Digo em “seu novo quarto”, pois no que ela “nasceu”, ela dormira tranquilamente até os 3 aninhos. Nunca tinha me dado trabalho para dormir, tinha uma rotina maravilhosa e muito tranquila.

Com a primeira mudança, foram meses até ela conseguir dormir no quarto novo. Eu, já sabendo que logo iríamos nos mudar NOVAMENTE (estava em reforma nesse outro apê que nos mudamos recentemente), já imaginava a saga para mais uns 6 meses sem dormir a noite.

Mas, para minha surpresa, ela já chegou dormindo super bem no quartinho novo, nessa SEGUNDA mudança dela. Encantada com as estrelas que ela mesma tinha pedido para ter no teto de seu quarto, que simula uma noite estrelada.

Foi então que percebi que não foi a mudança que incomodou, na primeira experiência. Eu é que não estava bem, não estava na minha casa (o apê era alugado), não estava adaptada à cidade nova, não tinha espaço para minhas coisas e meus hobbies.

Eu não estando bem, não passei a segurança que Clara precisou para enfrentar aquela mudança, que foi grande para o pouco tamanho dela (de cidade, de casa, de escola, de amigos,…). Hoje vejo que mudanças não são um trauma para as crianças, se trazidas por nós – seus Porto seguros – com tranquilidade e segurança de que aquilo é bom.

Mas isso tem que ser verdadeiro para a gente também, assim como foi a mudança da escola, da metodologia de ensino, da pedagogia, do estilo de vida. E hoje, finalmente, é mais que verdadeiro para mim.

 

Um beijo, Marrie


Leia também:

Quarto Infantil une tendências ao gosto pelo vintage – Diário de Reforma #2

O meu caminho de volta…

Matriculei minha filha num Jardim de Infância Waldorf

Comente! Sua opinião é importante!