Lidando com a frustração infantil: O problema dos pais perfeitos 

 

Durante a jornada da vida, cruzaremos  inúmeras vezes as curvas das frustrações. E as decepções rotineiras nada mais são do que um excelente treino para a inteligência emocional dos pequenos.
Respeitar uma criança está longe de lhe dar tudo, na verdade, isso só a prejudica. É necessário conhecer e avaliar as emoções de nossas crianças, mas nem sempre garanti-las.
A Psicologa Christine Puckering acompanhou um grupo de mulheres que entraram em depressão quando seus filhos  completaram 2 anos de idade e era comum algumas terem se tornado “Mães perfeitas”.
Elas se levantavam as 5:30 da manhã para fazer todas as tarefas da casa de forma que, quando o bebê acordasse, em torno de 7h, pudessem se dedicar a ele o dia todo. É assim passavam o dia, num intenso relacionamento com os filhos, sempre brincando juntos.
Porém entraram na escolinha, próximo dos 4 anos, não tinham a menor ideia de como lidar com a frustração e, uma delas, ao se depararem por uma disputa corriqueira por um brinquedo, enfrentou 4 outros já frequentadores da escolinha a mais tempo, sem imaginar as consequências.
Essas crianças foram acompanhados pela mesma psicóloga de suas mães, quando procurada quando elas tinham dois aninhos de idade. Para Christine, essas crianças que foram super protegidas não aprenderem a lidar com pessoas que as contrariam, jamais saberão quando devem negociar, ser insistentes, qual o momento certo de desistir ou até mesmo, em último caso, serem agressivas.
Aquele menino ingênuo que enfrentou quatro garotos já experientes na escola, nunca havia enfrentado esse tipo de situação. Trata-se de uma importante regra social, ninguém terá o que quiser, na hora em que almejar.
A psicoterapeuta Judith Philo acredita que isso deve começar de cedo, quando observarem que as crianças estão bem sem ser acudidas: “é muito importante atender às necessidades do bebê, porém pouco a pouco surgirão momentos em que ele estará acordado e não precisará que faça qualquer coisa prática com ele; é quando acontecem os bons momentos a sós. Quando o bebê acorda, pergunte a si mesma se precisa pega-lo no colo imediatamente. Isso depende também do bebê, de quanto a requisita. Mas se ele estiver acordado e tranquilo, sentindo-se em segurança sozinho, demonstrando ser capaz de fazer essa experiência e apreciar as sensações ao redor, é importante permitir-lhe a privacidade, que desempenhará papel muito importante no seu desenvolvimento quanto ao relacionamento e ao reconhecimento da própria individualidade”.
Ou seja, não fazer todas as vontades de seus filhos e deixá-los serem independentes, dando-lhes inclusive o tempo do brincar sozinhos, é muito importante no quesito de formação de inteligência emocional e até criatividade.
Afinal, Sem problemas, quem possui necessidade de criar algo novo? Sem conflitos, quem aprende a hora certa de negociar ou controlar suas emoções?
Então mamães, já de casa dizer: “eu sei que  você quer dois chocolates mas agora só terá um” não é nenhum erro, e sim um ato de amor e criação para o mundo.
Fonte: Parker e Stimpson, “Criando Filhos Felizes: o que toda criança precisa que seus pais saibam”.

Um beijo, Marrie

Nos acompanhe por aí:
Instagram e Snapchat: MamaePlugada
Canal Youtube: Marrie Ometto 
Twitter e Periscope: Marrie Ometto
Grupo secreto no Facebook: Clique aqui e participe!
Lidando com a frustração infantil

1 Comment

  1. Marisa Rodrigues de Santana

    3 de março de 2016 at 13:21

    Obrigada por este post…preciso pratica – lo!!!

Comente! Sua opinião é importante!