“Dizem que anjos escolhem mães especiais para acolhê-los em sua breve jornada nesta vida. Que precisam sentir todo o amor e acolhimento do mundo no ventre que habitam, para que cumpram sua rápida missão aqui neste mundo na mais perfeita paz.
Assim foi com meu anjinho. Foi-se com sete semanas de vida, logo após a Sexagem Fetal que identificava-o um menininho.
Dizem que a gente não fala direito das coisas enquanto não as supera. Hoje meu menininho teria um ano e meio. Devo ter superado. Ou aceitado. Hoje o luto se rompeu.
Em pouquíssimo tempo comigo, meu menininho me ensinou que nem tudo o que é breve é menos belo ou pouco intenso. Me mostrou que nem tudo na vida é tão óbvio. Veio e jorrou sabedoria. Dei o luto devido a ele, acho que até hoje dou. Não superei fácil. Nunca o esquecerei, cada gestação é única e tem seu significado.
Pior do que o desconhecido pós parto e a invisibilidade que acompanha o puerpério é você acompanhar seu filho vindo, mas sem batimentos. Não tive parto, pois a gestação foi muito inicial, mas tomei medicação, senti contrações e vivi aquilo. Exige uma maturidade emocional absurda. E poucos entendem o significado disso e dão força. Palavras como: só tinha 7 semanas, você engravida de novo e afins me desmoronavam…
Pior coisa da vida é esperar seu corpo expelir algo que você ainda tem esperanças, no fundo do coração, de que ainda há vida, mesmo com todos os médicos dizendo o contrário. Você quer acabar com aquilo, mas ao mesmo tempo, o instinto quer proteger.
Mas passou. E com esse episódio, veio a consciência de que esse cenário faz parte da vida de muito mais mães do que eu imaginava.
Texto triste? Diria que um texto de superação. Hoje as lembranças boas do tanto que meu menininho me ensinou superam as frustrações vividas naquela fase. Ele cumpriu seu papel neste mundo e eu vivi minha aprovação. Nada como o sábio tempo para nos trazer a aceitação e o caminho de volta ao leito do rio. Vida que segue. Uma hora tem que seguir.
E não só tenho certeza, como sinto, que ele olha por mim.
Mãe de anjo nunca está só!”
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas
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Neici Isleide
23 de abril de 2020 at 21:28Faz o9 dias que perdi o meu bebê estava de 37 semanas,estava TD pronto pra sua chegada e de repente em um exame de rotina detectou q estava em óbito ???era meu segundo filho uma dor devassaladora
Sandra
27 de agosto de 2019 at 19:10Eu acabei de perder meu anjinho com 9 semanas , é uma dor terrível meu primeiro filho tão esperado e já muito amado, doi muito, só quem sabe é mãe de anjo ????