Não julguem. Não é por que você não está diante de uma mãe romantizada, “Pollyanizada”, de comercial de Margarina, que uma mãe diferente de você não ama.
Li a pouco um texto com uma ideologia que me doeu as têmporas, sugerindo que mães que abordam as dificuldades reais da vida materna são reclamonas. Que acham o filho um fardo (essa foi a pior). Filho nunca é fardo. Mas dificuldades reais podem ser, por que não?
Fiquei boquiaberta de ler algo assim em pleno século XXI, após tantas conquistas femininas, inclusive a do direito de escolher como quer ser.
Em resposta a quem pensa assim, afirmo: A idealização de perfeição sim, essa é um fardo. Essa nos deixa sentindo aula 24h por dia. Essa nos deixa estressadas por estarmos estressadas. Essa nos faz posar de mães exemplares, mas gritar nos bastidores. Ou seja, a pressão pela idealização não ajuda. É como dar uma meta inalcançável a um executivo. De tanto tentar, tentar, e tentar exaustivamente bater a meta para ter direito ao bônus, quando ele se vê trabalhando muito mais, tendo cada vez menos tempo para si e ainda longe de seu objetivo, ele DESISTE e pior – desmotiva, tornando o bom profissional alguém no mínimo mediano (quem já atuou em grandes corporações vai entender o que estou dizendo).
Ninguém precisa fingir viver num mar de rosas para mostrar que ama o filho. As dificuldades existem sim e quanto mais debatidas, mais leves ficamos, melhores mães nos tornamos.
Ninguém precisa ter o casamento perfeito, o marido perfeito, a casa mais arrumada, o filho com maior QI, os sobrinhos mais maravilhosos, a melhor religião, o melhor dia a dia…Ninguém precisa ser um exemplo a ser seguido. Pra quê? Por que? Para lapidar algo interno chamado orgulho?
Segundo Augusto Cury, sábio é aquele que tem coragem de identificar as suas loucuras (e por que não realidades?), procurando superá-las. Não esconde a sua irracionalidade, trata-a!
Para a criança, mostrar superação é muito melhor também. Mostrar tudo sob controle, sem ousar mostrar os bastidores daquilo (afinal, mães perfeitas não reclamam, né?), só aumenta a insegurança daquele indivíduo em formação, que enxerga aquela imagem como a “meta inalcançável”.
Amor não tem nada a ver com uma visão romantizada da vida. Não confundam as bolas, pessoas perfeitamente perfeitas.
Mães bem humoradas, que fazem brincadeiras com o dia a dia real, são mães que amam tanto, que preferir rir à chorar. Mães que debatem suas dificuldades, estão se superando como mulheres, quebrando tabus do peso social feminino e se abrindo, buscando apoio e ajuda, para MELHORAREM.
E por que melhorar? POR QUE SIMPLESMENTE AMAM.
Amam tanto, que não querem continuar com alguns sentimentos que existem, mas muitas fazem de conta que não. Então colocam para fora e pronto. Não se tornam mães perfeitas, mas mães a cada dia melhores.
Ser REALISTA não é ser PESSIMISTA. E ser OTIMISTA não é camuflar o que está na nossa frente.
No meu caso, eu não sou perfeita. E tento em meus textos mostrar isso, para tentar aliviar um pouco quem sente-se massacrada por declarações do tipo que citei acima. Dou um abraço apertado a quem ama e não quer ser perfeita. Quer ser despretensiosamente melhor a cada dia. Apenas.
Humanas. Em em constante evolução, isso sim!
E pra quem prefererir parecer perfeita, eu te entendo. Não é fácil romper paradigmas de séculos e séculos. Longe de te julgar, tá? Mas por favor, não julguem também.
Se preferir, se abra. Estaremos a ouvidos!
Com amor, Marrie #reflexoesplugadas

https://www.mamaeplugada.com.br/2016/03/top-5-dificuldades-comuns-as-mamaes
https://www.mamaeplugada.com.br/2016/01/desapareci-depois-de-virar-mae-mas-me-reencontrei

Patricia Ramos
30 de abril de 2016 at 13:24Estou me sentindo num fundo de um poço eu acabei de ter meu segundo filho e estou mega estressada tdo me irrita ate as vezes desconto na minha filha mais velha nao sou perfeita mas tento ser o melhor para meus filhos
me ajudem