Mesmo antes de uma mulher dar à luz, a gravidez já começa a mexer com a estrutura de seu cérebro. Depois de séculos de observações em mudanças comportamentais em novas mães, os cientistas estão começando apenas recentemente a provar que a atividade cerebral na mulher grávida aumenta nas regiões que controlam a empatia, a ansiedade, e a interação social. Ou seja, essas mudanças, motivadas por uma inundação de hormônios durante a gravidez e no período pós-parto, ajuda a Conexão da recém Mamãe com o bebê. Sabe aquele momento em que você começa a sentir um amor arrebatador pelo bebê? Então… Em algumas, isso se dá já na gravidez, e para outras, acontece um pouco mais tarde. E, em outras palavras (menos científicas), os sentimentos maternos de amor esmagador, proteção feroz e preocupação constantes dão-se inicialmente por reações no cérebro. A natureza é linda, não é mesmo?
O mapeamento do cérebro materno é também a chave para entender por que tantas novas mães passam por crises de ansiedade e depressão. Uma em cada seis mulheres sofre de depressão pós-parto, e muitas outras tantas ainda desenvolvem comportamentos compulsivos, como lavar as mãos a cada segundo ou obsessivamente ficar verificando se o bebê está respirando. Isso acontece pois, quando a mulher muda seu status para mãe, há o crescimento das regiões do cérebro envolvidas na “motivação materna”, como regulação da emoção e da empatia, mas essa mesma região é também em grande parte relacionada aos comportamentos obsessivo-compulsivos. Em animais e seres humanos durante o período pós-parto, há um enorme o desejo de cuidar de seu próprio filho, até a ponto de esquecer-se dela mesma.
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VOLTANDO À MEMÓRIA: a amígdala – q auxilia no processo da memória e conduz reações emocionais como medo, ansiedade e agressividade – se altera no momento em que mulher é promovida à mãe.
Em um cérebro normal, a atividade na amígdala cresce nas semanas e meses após o parto. Este crescimento, acreditam os pesquisadores, está relacionada com a forma como uma nova mãe se comporta: uma amígdala reforçada faz com que a nova mãe fique hipersensível às necessidades de seu bebê, pois os “coquetéis de novos hormônios” encontram mais receptores em uma amígdala maior, ajudando a criar um ciclo de feedback positivo para motivar os comportamento materno. Assim, as mamães, apenas ao olhar para seus bebês, tem seus centros de recompensa do cérebro ativados, fazendo com que ela corram atende-los prontamente ao mínimo chamado. Este circuito cerebral materno influencia o modo meloso com que uma mãe fala com seu bebê e no quão atenta ela é a ele. Nesse sentido, danos na amígdala associa-se à maior chances de depressão nas recém mães.
Danos na amígdala dos bebês podem afetar o vínculo mãe-filho também. Em um estudo de 2004 publicado pelo Journal of Neuroscience, foram observados macacos infantis que tiveram lesões na amígdala e verificou-se que eles eram menos propensos a expressarem suas angústias, onde encontrar suas próprias mães em meio a outros tantos adultos. A capacidade de um recém-nascido de distinguir sua mãe dentre qualquer outra pessoa está ligada à amígdala.
Atividade na amígdala também está associada a fortes sentimentos de uma mãe sobre seu próprio bebê em relação a bebês desconhecidos. Os cientistas chegaram até a comprovar diferenças na atividade cerebral entre mulheres que olham as fotos de seus próprios bebês e de quando estas mesmas olham fotos de bebês desconhecidos (Society of Neuroscience).
Os cientistas descobriram que a maior resposta da amígdala ao ver seus próprios filhos foi relacionado ao fato de diminuir a ansiedade materna e os sintomas de depressão. Em outras palavras, as alterações cerebrais de uma nova mãe ajuda a motivá-la a cuidar de seu filho, mas eles também podem ajudar a amortecer o seu próprio estado emocional.
Dessa forma, a maior resposta da amígdala ao ver o rosto dos próprios filhos deste estudo refletiram aspectos da responsividade materna, sentimentos e experiências. As mães que experimentam níveis mais elevados de ansiedade e humor mis baixo demonstraram menor resposta da amígdala ao ver o retrato de seu proprio bebê, relatando atitudes e experiências de maternidade mais estressantes e mais negativas.
Muito do que acontece na amígdala uma nova mãe tem a ver com os hormônios que fluem para ele. A região tem uma elevada concentração de receptores para hormônios, como a oxitocina, por exemplo, que tem como apelido “hormônio do amor”, uma vez que os níveis destes são responsáveis pela ligação materno-infantil em TODOS os mamíferos. E, pasmem: quanto mais a mãe está envolvida na educação dos filhos, maior o aumento da oxitocina.
A oxitocina também aumenta à medida que as mulheres olham para seus bebês, ouvem seus chorinhos, ou os aconchegam. Por isso mãe tem que estar com o bebê em seus primeiros meses de vida! Além disso, o aumento da oxitocina proporcionado pela amamentação ajuda a explicar as descobertas científicas de que as mães que amamentam são mais sensíveis aos choros de seus bebês do que as mães que não amamentam. Afinal, as mães que amamentam apresentam, no cérebro, um maior e mais rápido nível de respostas para o choro do bebê em comparação com mães que passaram a oferecer fórmula no primeiro mês de vida do bebê.
Talvez, então, a maternidade seja como um enorme quarto secreto no cérebro da mulher. Quarto este que ela nem imaginava ter em sua casa. Um quarto totalmente novo e desconhecido, dentro de sua própria casa. Em outras palavras, o ato de simplesmente cuidar de um bebê desenvolve novas áreas neurais, caminhos estes totalmente desconhecidos no cérebro dos pais, fazendo-os esquecer muito mais de bobeiras do dia a dia, que estavam num cômodo antigo, como a minha bolsa citada acima, para dar atenção a este novo cômodo no cérebro, repleto de SUPER PODERES!



Raquel Cardoso Vailati
5 de agosto de 2016 at 01:20André Vailati
Flavia Pereira
4 de agosto de 2016 at 23:54Suzana Alice olha a explicação
Suzana Alice
5 de agosto de 2016 at 12:33Olha aí, viu Claudia Ganeo depois que esculachei ela todinha, por esquecer as coisas arrumou uma explicação, se prepara pq ela tá assim eu também estou, vc vai ficar
Suzana Alice
5 de agosto de 2016 at 12:41Flavia Pereira esquecemos de tudo e somos super…
Claudia Ganeo
5 de agosto de 2016 at 12:41Su tenho q confessar q tb estou super esquecida… Kkkkkkkkkk
Suzana Alice
5 de agosto de 2016 at 12:45Vixi…qndo nascer não vai lembrar nem qual a idade que tem…eu esqueci da minha
Claudia Ganeo
5 de agosto de 2016 at 13:17Kkkkkkkkkk… Jesus
Daniela Figueiró Inacio
4 de agosto de 2016 at 23:38Olha Marcelo Junior!!
Janaina Correia
4 de agosto de 2016 at 22:49Juliana Correia
Liriane Camargo Bertotti
4 de agosto de 2016 at 19:53Maria Cecília Soares Vannucchi… lembrou alguem? Kkkkk
Maria Cecília Soares Vannucchi
4 de agosto de 2016 at 20:03Esquecida?!! Ahhhh?!! Hahaha
Renata Cristina
4 de agosto de 2016 at 19:30Giselle Cristina
Daniele Oliveira
16 de junho de 2016 at 00:58Raquel, olha que legal um blog pra vc seguir
Raquel Lopes
16 de junho de 2016 at 01:07Muito interessante a matéria! ?
Fernanda Vieira
15 de junho de 2016 at 13:48Muito interessante esse estudo!
Fabricia Menezes Lopes
15 de junho de 2016 at 13:42O Keite fala que eu não sou mais a mesma!
Fernanda Vieira
15 de junho de 2016 at 13:37Tá explicado!?