Alerta aprendido às duras penas. Fui brincar de rodar minha filha e resultou em um mês de bracinho enfaixado!
Estávamos em viagem, em Camburi, litoral norte de SP. Era uma linda manhã de quinta feira ensolarada, tínhamos pego apenas dias nublados por lá. Felizes, com aquele jardimzão de vista para o quarto de Hotel que ficamos, começamos a brincar. Estava tão gostoso, meu marido até filmou.
De repente, entre muitos risos, girando minha filha Clara, ela comecou a chorar. Sem parar. Não deixava ninguém encostar no bracinho dela. Já bateu aquele primeiro desespero: “Meu Deus, o que é que eu fiz”. Depois o desespero 2: “aonde levar ela para ser examinada aqui, tão longe da capital paulista?”.
Primeiro diagnóstico
Conversando na recepção do Hotel que ficamos, eles nos orientaram que não tinham opções privadas nas redondezas, mas que o postinho de atendimento de São Sebastião era rápido e bom. Fomos até lá. Realmente, mesmo sendo SUS, nunca fiz um Raio -X de forma tão rápida. A médica avaliou e disse que eram dores de repuxar mesmo, mas que os ossos estavam todos no lugar. Deu remedinho para dor e voltamos ao hotel.
Aqui nesse vídeo da viagem, contamos um pouco como foi, pela narração da própria Clarinha (minuto 6:10):
Cheguei a respirar aliviada!
Mas nem tudo acabou por aí…
Mas, mesmo com os remédios, a dor dela não passava. Dois para colocar a roupinha, para dar banho, para ajudar ela a sentar no vaso sanitário. Ela chegava a andar com o braço meio “pendurado”, evitando movimentá-lo. Minha mãe, que é fisioterapeuta, olhou o Raio-X e achou estranho. Sexta feira viemos embora e, no sábado, com ela sem mexer os braços, fui num hospital aqui na cidade que moramos, Piracicaba.
Diagnóstico 2
A médica olhou o Raio X que tiramos na praia e disse que com aquela imagem, NENHUM diagnostico poderia ser tirado. Pediu mais 2 imagens de Raio-X e disse que era muito comum em crianças até 5 anos o deslocamento dos braços.
Fiquei muito apreensiva, pois, quando há o deslocamento, o braço deve ser colocado no lugar por profissional gabaritado para isso no mesmo dia. Como já haviam passado dois dias, se esse fosse o diagnostico, o procedimento seria muito mais doloroso para a pequena Clara.
Se fosse esse o caso, com o deslocamento, ocorre uma luxação ligamentar e o osso acaba encostando no nervo e provocando uma grande dor no cotovelo, podendo se refletir também no punho e ombro (pronação dolorosa), com isso a criança chora ao ser vestida, começa a ter os movimentos do braço limitados e até mesmo evitar usá-lo. Exatamente o que estava acontecendo com a Clara!

Imagem: Pinterest. Se souberem o autor da ilustração, por favor me indiquem que deixarei os créditos.
Após o raio X (anterior e posterior), o diagnóstico não foi esse, mas outro que poderia também ser evitado se eu não brincasse dessa forma com ela: fratura do côndilo lateral. Clara colocou a tipoia, semana que vem trocará por gesso e ficará um mês com o braço imobilizado.
Imagens: Pinterest. Se souberem o autor da ilustração, por favor me indiquem que deixarei os créditos.
Fica o alerta: não puxe as crianças pelas mãos ou pelos punhos. Esse tipo de brincadeira, apesar das crianças amarem, pode ser MUITO perigosa.
Se for girar a criança (bebê nem pensar, só as maiorzinhas, vide vídeo abaixo), gire segurando embaixo das axilas, é mais seguro. Mesmo assim, com muito cuidado.
Aprendemos isso à duras penas.
Agora com o braço imobilizado, ela sente-se segura e voltou a brincar feito espoleta.Espero que isso se resolva de vez!
Um beijo, Marrie
Leia também:
Técnicas de sono noturno dos bebês, sem choros ou traumas, mas ainda assim dormindo a noite toda
Alertas sobre crianças e estranhos – O relato real de uma mãe num shopping








Tamara Batista
4 de setembro de 2017 at 21:17Airton Batista Jr.
Mariana Perfeito
4 de setembro de 2017 at 21:00Caio Augusto
Daiana Simão
4 de setembro de 2017 at 20:53Wanderlea Oliveira Thiago Cacholi
Wanderlea Oliveira
4 de setembro de 2017 at 21:03Eu já sabia….muito perigoso isso
Sandra Feliciano da Silva
4 de setembro de 2017 at 20:40Olha Kiria Maternal Moreno Sergio Feliciano Renata Karolyni
Amannda Ferreira
4 de setembro de 2017 at 20:35Mas desse jeito é bem óbvio que vai machucar. Tem que abraçar com a criança de frente e aí rodar.
O problema nn foi a brincadeira, foi o modo que você fez.
Michelle Lordello
4 de setembro de 2017 at 20:29Carlos Júnior
Flavia Eva
4 de setembro de 2017 at 20:25Maria Izabel Pereira
Flavia Eva
4 de setembro de 2017 at 20:25Leo LlorSantos
Rúbia Carvalho Cavalcanti
4 de setembro de 2017 at 20:14Rafael Cavalcanti Danniel Cavalcanti
Danniel Cavalcanti
5 de setembro de 2017 at 00:10nos meus experimentos, (854654654684646737168… de crianças), nunca aconteceu nada 🙂
Marcia Proença
4 de setembro de 2017 at 19:39Gabriela S. Masini