Notas sobre ressentimentos

Sem Ressentimentos.

E “Re-sentindo” o calor do abraço apertado, o brilho no olhar apaixonado, a alegria das gargalhadas sinérgicas, o gosto da bacalhoada da minha avó, o vento no rosto daquela viagem, a espera dos novos destinos que ainda estão por vir e as palhaçadas do tempo em que as madrugadas eram tão alegres que não ousava as desperdiçar dormindo.

Vou é rir da trolagem do cupido, que lança sua flecha com a poção da paixão uma única vez na relação. Só alguns saberão que depois dela, pode existir o amor. E dirão que tudo acabou por falta desse amor. E se foi, que se vá.

Vou é saudar a alegria vivida sem os angustiantes “e se”’s, seguindo na rota do aqui e agora.

Reclamar o que não tenho? Vou é clamar e re-aclamar a gratidão, pois pautar a felicidade na posse é atalho mais certo para o oposto dela.

A letra da sua vida está sendo escrita, e é você quem escolhe o acorde da melodia que ela terá.

Por Marrie Ometto

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