Nasce uma mãe, surge um reaprender a ser mulher. A identidade própria, por mais definida que pareça ter estado durante longos anos, passa por um processo de reavaliação. É importante que não só a nova mãe tenha consciência desse processo, como também parceiro e todos os envolvidos emocionalmente.
Coisas simples, como aqueles sapatos, tão desejados, dão lugar aos desejos por itens de bebê. Aquela ânsia por uma promoção no trabalho, vemos mais valor aos momentos livres para estarmos com filhos. No casamento, mudanças abruptas que somente muita consciência do terremoto para que o casal saia sem feridas.
Veja também:Livro “Desapareci ao virar mãe, mas reencontrei-me”.

Enquanto grávidas, duas almas em uma só. O mundo sorri para a grávida. Basta andar na rua com seu barrigão para ver. As pessoas olham para ela e sorriem, como se, inconscientemente, te agradecessem pelo milagre da vida.
Quando nasce, agora são dois corpos, mas há uma certa fusão de almas. Mãe que entrega-se a esse milagre da vida, garantindo-lhe tudo e mais um pouco. Aos poucos a criança vai crescendo e se desenvolvendo (des-envolvendo = saindo desse envolvimento) e a mãe começa a perceber que, por um tempo, entregou-se tanto a aquilo, que sua volta mudou por completo: carreira, casamento, anseios,…Identidade!
No momento dessa percepção (cada um no seu tempo, eu demorei mais de um ano para perceber que havia perdido-me de mim mesma), cuidar-se de si profundamente para o reencontro é importante: reencontrando-se não agora como apenas mãe, mas como mulher. Diria que essa é uma das melhores coisas que uma mãe pode fazer por um filho. Cuidar de si mesma!
Amor não é dividido, ele é multiplicado. Se você está super abastecida de amor, tem-se maior disposição, paciência… E vamos e venhamos: Educar é cansativo. Maternar é lindo, mas exaustivo.
Se você estiver bem consigo mesma, tiver reencontrado-se novamente como mulher e satisfeita com ela, será não só uma mãe melhor, mas também um exemplo aos seus filhos.
Lembrem-se dos dizeres dos (as) comissários(as) de bordo, numa aeronave: “Em caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairão de um compartimento. Primeiro coloque-a em você, depois na pessoa ao lado, ajudando outras pessoas”.
Assim é na aeronave VIDA: Não se consegue ajudar efetivamente se você não tiver primeiro SE ajudado.
E, na ajuda a esse reencontro, alegremente anuncio a vocês o lançamento ON LINE do meu primeiro livro impresso “Desapareci ao virar mãe, mas reencontrei-me”. Ficarei orgulhosa em tê-los não apenas como leitores do site, mas desse meu novo projeto também, o qual executei com um enorme carinho!
Um beijo, Marrie
http://marrieometto.com.br
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Fernanda Castro
24 de maio de 2017 at 02:42Reaprendendo a ser mulher.
Paula Panassal
23 de maio de 2017 at 15:31Sem dúvida alguma, meu filho é minha maior prioridade, porém nunca esqueci de cuidar de mim e do meu casamento.
Mesmo durante a gestação eu já tinha consciência de que não deveria me eixar de lado. Muitas vezes deixei para mais tarde ou depois, mas não de fazer algo por mim, só por mim…
Retornei aos treinos na academia quando meu filho completou 2 meses e ainda sigo a rotina de antes dele nascer, porém agora vou as 6h, enquanto ele dorme.
Tiro tempo para me cuidar e fazer o que gosto e sei, que assim, sou e posso ser melhor para meu anjinho sempre.