Sobre ser o adulto que você gostaria que tivesse sido com você quando era criança…

Sempre reparei muito nas pessoas pensando em não repetir os mesmos erros. Não que seja perfeita, longe disso, mas aquela coisa do “fizeram para mim não gostei, não vou passar para frente”, sabe? Então… na maternidade eu vejo uma luta nisso. Como num texto que já escrevi no Blog Mamãe Plugada “Minha maior luta como mãe é comigo mesma: Lutar contra a exaustão física e mental e ainda assim ser paciente como um monge. Uma boa mãe”. Como é difícil superar essa luta: Eu repito coisas que não gostava que fizessem comigo (grito é um exemplo clássico) e encontro uma dificuldade imensa de dar aquilo que sempre quis receber dos adultos quando eu era criança, mas nunca tive. Não de coisas, digo de sentimentos mesmo.

Tento ser aquela adulta que eu gostaria que fossem comigo quando eu era criança, como sabiamente mencionou a @pratinhodajapa. Mas como é difícil! Dar o que não teve e evitar vícios de como fomos criados é a ruptura de todo um carma. É possível, mas dói, pois necessita de muita auto análise, auto conhecimento… A cada deitar no travesseiro, um refletir, uma culpa que tento matar com o facão do “sou o melhor que posso ser”. A cada dia, um pouco melhor… Além disso, acredito muito que essas dificuldades que encontro estão aí para me fazer crescer espiritualmente. E, se Clara veio para mim toda imperteita do jeito que sou, é porque ela também precisava disso para a evolução do serzinho dela nessa jornada de sua vida.

Só de pensar isso, o alívio vem e a culpa se vai. Estamos todos aprendendo, às vezes acho que eu mais com ela do que ela comigo ❤️. Por @MarrieOmetto#reflexoesplugadas

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