Como mulheres, parece que o mundo adora lembrar de que o “relógio biológico está correndo”, vivemos sendo encorajadas a ter filhos antes que seja tarde demais, não é mesmo?

Claro que há alguns fatores que, biologicamente, torna uma gestação após os 35 anos mais complicada – como aumento das chances de gerar uma criança com síndrome de Down, por exemplo – mas um novo estudo, publicado recentemente pelo Journal of American Gcriatrics Society (leia o estudo completo, em língua inglesa, aqui), relata que “nem tudo está perdido” e que há grandes benefícios em se ter um filho após os 35 anos de idade, como o aumento da capacidade intelectual da mulher e a diminuição da perda de memória que ocorre naturalmente ao longo da vida.
O estudo analisou 830 mulheres pós-menopausa e testou suas memórias verbais, habilidades de execução e cognição global. Foram avaliados nessas mulheres fatores como a idade de sua primeira menstruação, idade de suas gestações, número de gravidezes e outros fatores relativos à reprodução de forma a avaliar o efeito da idade da gravidez sobre a saúde mental da mulher.
Os participantes cuja última gravidez foi após a idade 35 apresentaram maior memória verbal e aqueles que tiveram a primeira menstruação antes dos 13 anos tinham maior cognição global. “Período reprodutivo mais longo e uso de contraceptivos orais” são adicionalmente positivamente relacionados à capacidade intelectual mais tarde na vida. As mulheres que deram à luz ao seu primeiro filho entre as idades de 15 e 24 tiveram os piores resultados em relação à saúde e funcionamento cognitivo quando chegaram à faixa dos seus 40 anos.
O enorme aumento nos níveis hormonais durante a gravidez pode influenciar positivamente no funcionamento do cérebro, e a idéia é que, se você ficar grávida mais tarde na vida, as alterações no seu cérebro vão durar mais tempo.
Claro que esse tipo de estudo ainda não é suficiente para sugerir que as mulheres esperem até os 35 anos para engravidar, longe disso, mas a descoberta de um efeito positivo da gestação tardia na cognição da mulher quando estiver mais velha é algo totalmente novo e substancial.

Sirley Silva
16 de novembro de 2016 at 00:21O meu está em marcha lenta
Marina Pucciarelli Romero Calore
15 de novembro de 2016 at 23:28Valeria Calore
Mari Seibel
15 de novembro de 2016 at 22:50Danny Seibel