“Não acanhe por sentir-se mudar,
Nem se sentir, ao menos por um momento, sem chão…
Se o brilho mudar de cor, nem pior, nem melhor, mas com intensidade diferente.
Tudo muda, as águas fluem, os ventos mudam de direção, os serem evoluem e a vida passa, no tictictaquear que nós próprios criamos para colocar métricas nas únicas certezas que temos da vida: a do nascer e a do morrer.
Mas entre essas datas, há vida! E qual o sentido da vida sem que haja uma missão, evolução, transmutação?
Até hoje, como mulher, a maternidade é a maior transformação que pude experimentar. E certamente a de centenas de mulheres que converso diariamente.
Porém, ainda há quem lute contra o sentido das coisas.
Há quem diga que não.
Há quem lute em permanecer no mesmo.
Há quem não admita o poder mudar.
Há ainda quem queira ajudar a nada mais mudar…
Mas pra que e por que, se o destino natural das coisas seria evoluir?
Aceitemos, repensemos, replanejemos. O que era precisa continuar sendo? Ou o que está sendo é o que deverá permanecer?
Qual a razão de ser? Do seu ser?
Não precisa ser a mesma de ontem, tampouco combinar com a de amanhã. A vida tem percursos inexplorados e a maternidade se dá sobre meandros. Tortos e por hora cheios, ora vazios.
Ora, é fato que a lagarta vira borboleta e que as mães são mulheres transformadas também, no mínimo, pela natureza. A maternidade muda tudo, chacoalha, faz barulho, dá um terremoto no casamento, nas amizades, na carreira e na auto estima.
Sociedade diz que devemos nos sentir culpadas por isso, simplesmente negando o óbvio: essa avassaladora transformação feminina.
Mudar é destino, mas nunca é fácil. Até o mudar no simples “mudar de residência”, faz aparecer aquelas coisas que sempre estiveram ali, mas escondidas a anos num cantinho, sem sequer serem notadas, imagina num campo totalmente novo, nunca experimentado por nós? Por mais animada que esteja em mudar de casa, aquela “zona” toda e saída da zona de conforto da mudança sempre incomoda.
Por que esperamos que uma transformação avassaladora – de vida, de costumes, de hormônios, de existência – nos mantenham as mesmas?
Maternidade faz nascer uma mãe, que precisa reaprender a ser mulher – outra mulher. Mais evoluída. Metamorfoseada.
Que passou por um campo escuro do desconhecido, mas quando encontra a luz, sua nova essência, não mais caminha, voa, flutua com leveza pela sua nova existência!
Para que o chão? Eu quero é flutuar nessa minha nova e deliciosa existência, que descobri após a escuridão da submerção dessa transformação!”
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas

Um beijo, Marrie
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https://www.mamaeplugada.com.br/2016/01/desapareci-depois-de-virar-mae-mas-me-reencontrei/

Kay Trindade
12 de agosto de 2016 at 20:34Kataryna Lázaro
Rosana Cristina Wardil
12 de agosto de 2016 at 16:18Cada uma de nós flutuando no hálito divino. Thaíse Cardoso e Mariana Wardil
Melissa Gombradi
12 de agosto de 2016 at 13:20Luiz Carlos
Mariana Wardil
12 de agosto de 2016 at 11:30Olha q texto lindo! Thaíse Cardoso Rosana Cristina Wardil
Thaíse Cardoso
12 de agosto de 2016 at 11:43Lindo mesmo! Me identifiquei ?
Lediane Santos
12 de agosto de 2016 at 10:54Juju de Sa Kellen Karla
Majorie Bonjovani Gennarini Carvalho
12 de agosto de 2016 at 10:13Tão verdadeiro
Vilsiane Comin Bedin
12 de agosto de 2016 at 09:46Alexandre Elinêz
Ágda Alves
12 de agosto de 2016 at 04:01Michelly Estercio
Michelly Estercio
12 de agosto de 2016 at 04:15Topssimo ❤
Gabriela Gomes
12 de agosto de 2016 at 01:14Gisele Bortolatto ! Lembrando que nada é para assustar, e sim se preparar!