Como fica o irmão mais velho com a nova gravidez?

Mix de sentimentos são comuns e empatia ajuda no processo. Querer apenas um mar de rosas incentiva a criança a esconder sentimentos que podem deixar marcas. Conversar e colocar pra fora é sempre melhor. Ciume está longe de ser só ruim, todos somos feitos de uma gama de sentimentos – bons e ruins – E QUE TUDO BEM. O que importa é como canalizar tudo isso, trabalhando a inteligência emocional.

Ao mesmo tempo que demonstra amor, conversa e beija, minha pequena de 5 anos também mudou bastante ao longo da evolução da minha gestação.

Afinal, mesmo crianças como a Clara, que pediram por muito tempo por um irmão, podem perfeitamente se sentirem inseguras conforme a gestação vai caminhando… e isso é algo tão natural, tão humano, de quem foi única por tanto tempo, que não sei por que tantos adultos ainda romantizam tanto isso, como se fosse tudo conto de fadas… como se fosse um absurdo um medinho de “como serão as coisas daqui pra frente?” possa surgir…

Se por um lado há muito amor envolvido, existem também muitas angústias relacionadas sobre como serão as coisas e ignorá-las acaba não ajudando. A criança pode até se fazer de super compreensiva na tentativa de agradar aos pais, por medo de perder o amor que lhe pertencia para outro e, se não for trabalhado, deixa marcas profundas.

Portanto, é importante conversar sobre, tendo empatia pelos sentimentos da criança. Deixando-na livre para expor o que verdadeiramente sentem.

Por aqui, a pequena está chamando mais minha atenção e até na escola mudou um pouco seu comportamento.

Como disse acima, eu não vejo com maus olhos e até gosto que ela demonstre seus sentimentos, que está longe de ser birra, mas sim uma confusão afetiva super compreensível em relação ao seu lugar na família com a chegada do irmãozinho.

Sempre falo sobre o que é ser a mais velha e conto a ela como foi esse processo comigo qdo era criança, pois também sou a mais velha. Ela ama saber como as coisas eram na minha infância e questiona muito sobre como me sentia.

Faz-se necessária essa empatia, paciência e inseri-la nos preparos para a chegada do bebê, coisas simples que podemos fazer e ajuda muito! Ela já foi em ultrassom, me ajuda a organizar roupinhas e me disse querer ajudar na rotina como banho, por exemplo.

Nós, adultos, ao invés de repreender, podemos entender o ciúme como algo natural e tentar não nomeá-lo perto da criança. Ele está longe de ser só algo ruim, pois a ensinará a lidar com frustrações e entender que todos somos feitos de uma gama de sentimentos – bons e ruins – E QUE TUDO BEM. O importante é saber como trabalhar com eles para que sejamos conduzidos pelo caminho dos valores da família, do bem, da honestidade, do amor.

Um beijo, Marrie

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