Quer ajudar uma recém mamãe? Entenda que deverá querer ajudar a ela, não ao recém nascido (pois este, só quer a mãe em seus primeiros dias). Leia mais aqui.
Pense numa pessoa gravidissima, prestes a ter o bebê. Já tem todo o esquema programado: roupinhas lavadas e devidamente passadas, quartinho do bebê em ordem, mala de maternidade, documentos, grupo de whats App da família para avisar a chegada do mais novo membro, quarto de visitas em ordem, esquema de quando a mãe/sogra/avó estarão na casa da recém mãe para ajudá-la, lembrancinhas, maternidade escolhida, …
Tudo tão perfeitamente planejado e em ordem! Nasce a criança. Alguns dias na maternidade. Mãe está em adaptação com amamentação, com o dar banho no recém nascido, trocar a criança, limpar umbiguinho, ir ao banheiro (sim, você geralmente não tem alta enquanto não vai, rsrsrs), caminhar nos corredores/lidar com corte (para quem faz cesárea),…e aquela dúvida: Meu Deus, será que darei conta quando chegar em casa?
Chegando em casa, nada disso está consolidado, hormônios estão à flor da pele, mas o instinto materno é porreta. Uma bússola e tanto. Você apresenta o bebê a sua casa, aos cãezinhos que possui e vai criando alguma intimidade com essa nova pessoinha, mesmo cheia de inseguranças, zelo e principalmente, dúvidas.

Aí chegam a tropa de ajudantes. Que quase sempre querem, OBVIAMENTE, cuidar do bebê. Querem dar colo, trocar fralda, ajudar no banho, enquanto a mamãe pode fazer sua comida, tomar um banho, descansar um pouco, arrumar a casa…
Mas espera aí? Logo agora que mamãe e bebê estavam se familiarizando???
Nem sempre a tropa de ajudantes sabe o quanto mamãe quer cuidar ela mesma do bebê logo que ele chega ao mundo. Claro que uma ajuda ou outra é sempre bem vinda. Mas mamãe quer ela mesma conhecer seu bebê e identificar o que se encaixa melhor a ele. Quer sentir seus instintos, quer entender os sinais de seu filho.
A recém mamãe não quer conselhos não solicitados. Ela quer sim muita ajuda, afinal há uma casa para administrar (seja arruma-lá ou administrar quem o faz), cães querendo atenção, mercado por fazer, louca para lavar, comida para preparar, muitas roupas de bebê para colocar de molho,…
Aqui vai minha sugestão: A maior ajuda que alguém pode dar a uma recém mãe é: ouvi-la, dando-lhe amparo psicológico para essa fase totalmente nova, e suporte para as atividades que a rodeiam, do dia a dia, que não param somente pelo fato que ela tem que amamentar a cada 3h, no mínimo.
Essa é a maior ajuda que pode receber, mas ela provavelmente não saberá como te pedir isso. Lembre-se que ela está só aprendendo e sejamos mais compreensivos: Mamãe e bebê estão só se conhecendo. Não é que a mamãe está nervosa/brava demais e não aceita sugestões. Ela só está se entendendo nessa nova fase e querendo entender os sinais de seu bebê, para cuidar dele dali pra frente da melhor forma possível ❤️.
Um beijo, Marrie
Leia também:
Carta de um recém nascido à sua mãe
Cuidados ao visitar um recém nascido

Renata
23 de março de 2017 at 23:32Nossa eu infelizmente sofri muito com a *tropa* acho q tive depressão por causa disso . Não podia ficar com meu filho que lá vinha alguém querer fazer ele dormir dar banho Trocar etc até para amamentar foi difícil fiquei tão nervosa que ele não queria mamar (mas mamou com a graca de Deus ) , e eu tinha leite . Olha …! Sofri mas sobrevivi , até hj com 2 anos dele ainda fico meio apreensiva com a tropa parece q meu filho é um Et de tanto zelo com ele ; e aí eu … tenho é que me impor dizendo que eu sou a mãe dele e ainda por cima sou a chata da história. Mas no final mãe é mãe e os filhos precisam entender não é mesmo !
Patricia
3 de fevereiro de 2016 at 12:36Por isso Dispensei as ajudantes. rs… Só queriam ficar com o bebe no colo e eu que me ferrasse pra la, operada e fazendo serviço de casa. Se é pra cuidar de casa, faço tudo e não quero ninguém. Mas da minha filha, cuido eu.
foi a melhor coisa que fiz. Hoje minha filha é super sintonizada comigo.
Parabéns pelo texto, irei compartilhar para ver se a carapuça cabe em alguém…
Beijos! Seu blog é maravilhoso!
clarinha Torquato
21 de janeiro de 2016 at 01:23Nossa! Vc descreveu exatamente o q eu sinto. A primeira semana em casa fiquei aquela com aquela depre. .. foi marcante.
Marrie Ometto
21 de janeiro de 2016 at 09:23Clarinha, que legal você por aqui!!! 🙂
silviariccio
20 de janeiro de 2016 at 02:16Passei por isso tudo quando tive minhas duas primeiras filhas, deixem que fizessem tudoooo com elas, eu era muito nova, tive uma atrás da outra, todos estavam ali na intenção de ajudar, e eu por ser marinheira de primeira viagem deixei, quase que não tomei decisões sobre o que fazer com elas, todos se envolviam muito e eu deixava, só que anos mais tarde tive o meu terceiro filho, mais madura, decidi tomar a frente de tudo, as pessoas vieram sim, me ajudaram sim, mais quem decidia o que fazer ou não com ele era eu, nossaaaaaaa quanta diferença, vivi o meu filho e foi muito bom, tão bom que no quarto filho fiz exatamente a mesma coisa!!!
Bjs!!
http://www.eueosquatro.blogspot.com