Pequenos com comportamento agressivo. O que fazer?

Post de hoje é sobre uma situação muito comum, mas que deixam nós mamães sem saber como agir. É sobre aquela fase comum do desenvolvimento infantil em que, algumas crianças pequenas passam a bater, morder e brigar com os amiguinhos, seja na escola ou em casa, com primos e irmãos.

Imagine a seguinte situação hipotética: Você vive em um lar calmo e pacífico. Todos se respeitam, não há gritos ou brigas frequentes. Seu bebê é um anjo. Mas de repente, chega uma outra criança em sua casa, filho de um casal de amigos e, de repente, você percebe seu bebe de apenas 13 meses irritado ou frustrado com alguma brincadeira entre eles e, em pouco tempo, vê uma dentada ocorrer.

Você na hora pensa: meu Deus!!! O que houve com aquela criança calma e tranquila. O casal de amigos seus pensam: “Misericórdia, que criança mais instável”.

E o climão instaura-se no ar…

Atire a primeira pedra quem nunca vivenciou essa situação.

Seja com seu filho batendo ou apanhando, a tendência é os pais analisá-los como mini adultos, como se eles estivessem cientes das ações deles.

Porém a língua falada ainda é relativamente nova para crianças pequenas (até os 3 anos de idade), e, quando eles estão sobrecarregados devido a alguma frustração ou fúria, sem ter a  capacidade plena de  usar palavras para colocar para fora, elas usam seus corpos, através de agressões físicas.

Para você ter uma ideia, aos 13 meses de vida, um bebê ainda não se comunica bem, porém  pode ter certeza que já têm muito a dizer, opiniões muito fortes, e se não conseguem passar essa mensagem, pode apostar que este bebê lançará mão dos meios mais primitivos de comunicação possíveis.

Além do mais, algumas crianças nem sequer precisam da motivação da raiva ou frustração para atacar. Para muitos busca de atenção, o extravasar da energia retida por, muitas vezes, não brincar o suficiente fora de casa, o tédio e outras coisas acarretam o ataque fisico.

Diante desse blá blá blá todo, você deve estar se perguntando: “Tá! Mas e quando é seu filho aquela criança que bate, morde e briga com os amiguinhos na escola? O que fazer para canalizar essas energias, então?”

Vamos lá:

  • Primeira atitude é compressão. Não só sua, mas de todos que os cercam. Trata-se de uma criança, não um mini adulto. Não é por que uma criança está se expressando através de atitudes, que ela está destinada a ser um terror para sempre. Longe disso. Porém, você como mãe, pai ou educador tem um trabalho pela frente, afinal a criança precisa entender que aquela forma de se expressar não pode continuar, afinal o grupo precisa viver em paz. Crianças pequenas são inconstantes, uma hora estão dando beijos e abraços, outra hora não quer que você os pegue no colo de jeito nenhum. Um mau comportamento pontual não tem nada de anormal e faz parte do desenvolvimento natural de uma criança saudável.
  • A segunda atitude é proporcionar que a criança seja criança. Que ela brinque, corra, se suje, experimente o ar livre. Crianças precisam gastar energias e, se ficam muito presas dentro de casa, podem ter essa energia muito canalizada, que aliada ao tédio, pode gerar aquelas lutinhas que você odeia com os irmãos ou amiguinhos.
  • A terceira é proporcionar socialização. É preciso entender a necessidade que nossos filhos tem de se conectar com outras crianças para brincar / gastar energias? Com 1 ano e 10 meses as crianças já entendem que “cultivar”amizades  e a mudar de comportamento conforme reações dos amiguinhos? Talvez não seria hora de proporcionar a ele maior contato com outras crianças? Não precisa necessariamente ser em escola, pode ser numa pracinha perto da sua casa, com os primos ou mesmo numa brinquedoteca…

 

E no momento da agressão? Como os pais deveriam agir?”
A arte de educar é padecer no paciencismo, né? Portanto, mantenha a calma.

Por mais difícil que possa ser para você, se exaltar só piora. Dar um show pode funcionar à tática da criança conseguir, com sucesso, obter sua atenção através daquele mau comportamento. Seja calma, porém firme: “bater machuca as pessoas. Isso faz dodói”. E tirar a criança da cena imediatamente é uma boa pedida.

Leia também: Não exija que seu filho peça desculpas

Lembre-se que é absolutamente normal,  no desenvolvimento das crianças pequenas, o ato de bater, chutar, e morder, mas é necessário que os pais tenham a responsabilidade de ensiná-los de forma consistente que não está tudo bem agirem daquela forma.

  • Cuidado com as formas que a violência que seu filho demonstra em casa. Se seu filho ri ao chutar o cachorrinho de estimação, está a um passo de fazer o mesmo com os coleguinhas. O mesmo se arremessa uma boneca quando se irrita. Desencoraje o ato violento já dentro de casa.

 

  • Tente também limitar a exposição à violência, como brinquedos violentos ou deixar assistir a programas violentos, que estimulam a acreditar que a violência é um comportamento físico aceitável.

 

  • Conheça os “gatilhos” de seu filho. Algumas crianças agem diferente quando estão cansadas ou com fome. São os chamados gatilhos. Você percebe neste momento que ele precisa de algo.  Algumas crianças mostram por meio de comportamento agressivo que estão super estimuladas,  e não sabendo onde concentrar suas energias. Preste atenção aos sinais, pois, ao antecipar qualquer comportamento potencialmente agressivo criança, você pode ser capaz de pará-lo antes que ele comece.

 

  • Ofereça uma atividade ou brincadeira de cunho físico. Ajude seu filho canalizar a raiva, a energia, ou a frustração, incentivando-a a participar de alguma brincadeira física. Como chutar uma bola, arremessar dardos, correr, brincar de esconde esconde.

 

  • Você é exemplo. Se cada vez que você ficar chateada começar a gritar, espernear ou xingar as pessoas à sua volta, não espere que seu filho aja de forma diferente. Crianças gostam de imitar a mamãe e o papai, por isso certifique-se de seu auto-controle – mesmo quando você acaba de ser mordida por uma criança com apenas quatro dentes (muito afiados, por sinal)!

 

QUANDO SE PREOCUPAR?

Como foi dito acima, é normal no estagio de desenvolvimento de crianças pequenas alguns ataques de tapas e mordidas para estravazar os sentimentos que não conseguem expor ou buscar atenção.

Porém, você deve sim buscar ajuda de um especialista quando o mau comportamento é frequente, cronico e intenso, ou seja:

  • O comportamento difícil se prolonga, por mais que você corrija;
  • Quando o mau comportamento é extremo, causando impacto negativo na própria criança e nas demais;
  • Quando fica fora de controle, sem sinais de melhora e ocorrendo cada vez mais em momentos inadequados ou sem gatilhos aparentes.

 

Espero ter ajudado!

 

Um beijo, Marrie
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Fonte: Inspirado em Parker e Stimpson, em “Criando Filhos Felizes”.

crianças que batem, o que fazer?

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