“Ela ama incondicionalmente,
Tanto, que já se perdeu nesse amor. Esqueceu-se de si.
Sente sua independência, da sua garra, da sua vaidade.
Tal como um Buda, exercita diariamente a paciência,
Tal como um advogado, negocia constantemente com a Culpa,
Como uma arruaceira, briga incessantemente com o tempo.
Como um animal selvagem, arranca as garras e as presas pela cria.
Mais ainda assim ela é doce, com quem merece.
Superficialmente vista como fraca, é detentora de uma força que deixaria qualquer um surpreso.
Mãe tem mania de se preocupar por motivos tolos e de demonstrar força quando o mundo ameaça desabar.
Detém a força do amor doação. É capaz de doar sua própria vida pela de um filho.
Paradoxalmente a mesma força imensurável que a torna visualmente fraca, a faz desaparecer por um tempo.
Engana-se fortemente quem julga fraqueza. É uma luta contra um afogamento.
Ela é capaz de ignorar enfermidade em si para cuidar de seu filho. E isso representa fraqueza aonde?
Pode estar confusa, não entendendo o portal dessa metamorfose. Mas um dia essa escuridão tende a clarear pela própria luz do amor.
O que um dia fez muito sentido, pós filhos pode ser banal, superficial, fútil.
São tantos mistérios que é necessário um mergulho dentro de si. E quando a metamorfose se dá por completo, aí sim é possível enxergar com clareza.
Quando enfim achar que sumiu de vez, encontrará a luz do amor, que a guiará de volta pra si e a fará sorrir.
O retorno do sorriso é a poção mágica para a mulher desaparecida ressurgir,
Fazendo com que as antigas e frequentes lágrimas não tenham mais permissão para inundar a alma, afogando-a novamente. Chega de submersão!
Já bastou perder o chão, de nadar nas profundezas do auto-conhecimento. É hora de aprender a flutuar.
Por que para mães, nada é impossível. As 24 horas são motivo de piada e se não há chão, ele será inventado ludicamente.
Nada como a maternidade para mostrar que é preciso tão pouco para a felicidade: Um banho vira luxo. Um salto alto, motivo de Óscar.
A mulher metamorfoseada aprendeu a sentir o vento, a iluminar-se pelas estrelas, a valorizar um banheiro!
Entendeu que seu sorriso transforma não apenas sua alma, mas tem o poder de colocar sorriso naqueles que a rodeia.
E essa descoberta faz o tempo parece congelar. O coração aquecer. Fazendo valer a pena seu reencontro consigo mesma.
Não é necessário mais mais nada. Só estar ali. Visível e transbordando felicidade a todos que a rodeiam“.
Por Marrie Ometto #ReflexõesPlugadas
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Click: Lidi Lopez
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Mariana Russo Zorzin
24 de maio de 2016 at 19:20Muito banaca seu texto. Um texto real sobre a maternidade. Compartilhando.
Mamãe Plugada
24 de maio de 2016 at 19:52❤️❤️❤️
Luana Carla
24 de maio de 2016 at 18:18Mas essa Clarinha é muito gostosa!!
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