Cuidar de si é parte importantíssima da maternidade e tema de meu livro. Com isso a gente sente-se feliz e podemos fazer quem está ao nosso redor feliz também. Mas, como arrumar tempo para isso numa rotina frenética de mãe e mulher?
Eu quase me deixei desaparecer quando virei mãe, na idéia de ter que dar conta de tudo. Me perdi de mim mesma literalmente e até entender a metamorfose pela qual estava passando, não me encontrava mais, nem como antes, e nem numa nova mulher. Foi um processo. E começou quando eu resolvi, pouco a pouco tirar um tempinho para mim.
Se olharmos para as Guerras que já existiram, o posto de comando eram super paparicados: rolava direito a café quente, boa comida e roupas lavadas. Isso quer dizer que era porque os generais eram egoístas? Ou porque o mereciam por terem conquistado isso nas batalhas?
Nenhuma das opções!
O comando é sempre bem tratado pois, se estiver com problemas fora do trabalho ou ainda com auto-estima baixa, o resto das tropa sofreria também com isso e todo o esforço de guerra poderia ir por água abaixo. Ou seja, aqueles líderes que tomavam decisões críticas precisavam estar em boas condições físicas e psicológicas para dar o seu melhor.
Vamos pensar nos nossos papéis de mães, pais e educadores.
Os pais conduzem uma casa. São eles que guiam e norteiam o futuro das crianças e adolescentes que vivem naquele lar. Tarefa fácil? De jeito nenhum. É guiar uma tropa, mas com o papel de educa-los para serem pessoas de bem.
E por que temos que achar normal, como responsáveis por um lar, ficarmos sem dormir? Sem direito a um café quentinho pela manhã? Sem um tempo para sequer podermos olhar para nossas ações do dia e pensar se elas estão ou não conduzindo aquele lar para o caminho planejado/desejado?
Ah não tem tempo…
Ok, mas se isso continuar, se ficar exausta cuidando de tudo, entrando no “automático” do educar e criar seus filhos, ccomo você acha que as tropas em casa irão pagar?
Não podemos prever. Mas isso afeta diretamente as pessoas com quem convive!
Cuidar de si próprio não é um at egoísta, fútil e mesquinho como muitos pregam por aí, na busca da maternidade perfeita que toma conta de tudo sem exaustão, como se mães fossem um misto de santas e robôs.
Cuidar de si é a melhor coisa que – como mãe – você pode fazer para seus filhos.
Essa ruptura com o cordão umbilical da família, entendendo que todos podem ser felizes sem estarem vivendo uns pelos outros, pode causar a culpa e a ansiedade nas mães e pais. Mas algumas horas de distância pode re-energizar você para que você possa voltar a brincar com seus filhos, fazer o jantar com mais amor e cuidar de todos os outros com muito mais disposição.
Não é fácil. Eu mesma, como mãe de primeira viagem, vivi já o extremo da falta de tempo: Marido que viaja muito, família que morava em outra cidade, sem babá, empregada, sem dormir, sem tempo para ir ao banheiro em paz, sem ter com quem contar em caso de eu mesma ficar enferma! Me mudar para perto da família foi, para mim, uma forma de conseguir um tempo para mim, pois estar 24h à disposição da casa, da criança e do marido, sem pausa para nada, é algo que pode causar um estresse estilo burnout, depressão e fazer com que momentos que deveriam ser deliciosos no dia a dia, virar algo pesado e cansativo.
Por isso, passada a fase de vínculo extremo mãe bebê (onde a criança sente-se parte da mãe), acho extremamente importante que todos os pais e mães comecem a tirar dias de folga reais e regulares. Como?
As vezes a gente olha para os lados e não vê ninguém, né? Por isso, a necessidade de ser tratado como um plano a ser executado regularmente.
Cada um arruma um jeito, cada família é única e tem a sua dinâmica. Mas aqui vão algumas sugestões:
- Pedir ao cônjuge “um dia de folga” na semana (onde a criança ficasse com ele),
- Pedir a um membro da família para “cobrí-la” por um dia. Esse pedido pode ser dividido entre mais pessoas queridas e dispostas a ajudar, como avós, dindos, tios,…
- Contratação de uma babá de confiança freelancer, para esse 1 dia na semana.
- Usar o tempo da criança na escola para fazer algo que adora.
Eu quase me deixei desaparecer quando virei mãe, na idéia de ter que dar conta de tudo. Me perdi de mim mesma literalmente e até entender a metamorfose pela qual estava passando, não me encontrava mais, nem como antes, e nem numa nova mulher. Foi um processo. E começou quando eu resolvi, pouco a pouco tirar um tempinho para mim.
E quando falo pouco tempo, foi pouco mesmo. 15 minutos por dia de atividades físicas. Fiquei mais de um ano sem fazer nada, logo eu que fiz 4x por semana de exercícios durante a gestação da minha filha Clara.
Foi tipo uma adaptação. E não foi fácil! Mesmo enquanto me exercitava, em casa mesmo, com o programa Queima de 48 horas enquanto Clara fazia sua sonequinha (ela não ia para a escola quando comecei e eu continuava olhando para os lados e não tendo nenhuma opção para pedir ajuda), tinham vezes que eu parava os exercícios para tirar um pózinho que estava embaixo da televisão (e eu tinha uma melhor visão ali deitada no tapete fazendo meus abdominais).
Fui trabalhando minha mente com esses 15 minutos, me sentindo melhor comigo mesma, com meu corpo, com minha filha com meu marido. Aos poucos, deixei que aquele ideal de “ter que dar conta de tudo perfeitamente” dominasse meus dias e ter poder sobre minha mente e fui me tornando uma mulher e mãe muito mais leve. A ponto de me reencontrar como uma nova mulher, agora mãe, que entendia que precisava ser feliz para espalhar felicidade.
Com a entrada da minha filha na escolinha por meio período e eu ainda tendo tempo para exercer com mais profissionalismo uma atividade, mesmo sendo em casa, me deixou ainda mais completa. Mas não consigo ainda muitas coisas e aos poucos, vou cortando o cordão e transformando essa relação muito mais de cumplicidade – onde cada um tem sua necessidade – com minha família. Por exemplo, nos 3 anos de vida da minha filha, ainda não consegui viajar só eu e meu marido. Cada um no seu tempo, mas hoje sou muito mais livre para cuidar de mim sem culpa!
Genevieve Shaw Brown, escritora da ABC News e autora do “A mamãe mais feliz que você conhece: por que colocar seus filhos em primeiro lugar é a última coisa que deve fazer” aborda essa questão do tempo para nós amplamente, jogando para longe a idéia do “Ah, mas eles crescem tão rápido e um dia eles sairão de casa e terei um tempo para mim”, pois você será uma mãe muito mais feliz se arrumar esse tempo, nem que seja mínimo, hoje! Temos que nos priorizar o mesmo que priorizaríamos as coisas dos nossos filhos. Nunca perderíamos uma consulta médica para nossos filhos, porque eles são importantes, né? Então por que não considerar, igualmente importante, priorizar tempo para si mesma e suas próprias necessidades?
Lembre-se que não se trata apenas de desfrutar de atividades que você gostava antes de ter filhos; é sobre manter sua alma em paz, um nível muito mais elevado!
Hoje me sinto resolvida diante desse dilema, mas confesso: Ainda caio na armadilha de pensar de que poderia estar fazendo mais, mas a verdade é que eu fico desgastada, exausta e que perco a energia para brincar com minha pequena e de ser uma boa companheira para meu marido quando não consigo me atender também. Minha mente despoliu quando tenho a oportunidade de fazer uma caminhada no fim do dia, quando posso estar comigo mesma, em conexão com minha mente.
Se ainda tem dúvidas se arrumar um tempo para você é algo egoísta, se tivesse que escolher um cuidador para seu filho, pergunte-se: “Escolheria alguém que parecesse estressado, cansado ou alguém que transparecesse paz, alegria e felicidade? Portanto, se ainda acha futilidade cuidar de si e não consegue fazer POR VOCÊ, faça isso, cuide de si, por ELES!
Um beijo, Marrie

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Suzana Tamie Uno Dugaich
20 de maio de 2017 at 16:51Marrie, olha só o que chegou aqui em casa.
Parabéns mais uma vez pelo livro.
Mamãe Plugada
20 de maio de 2017 at 17:21Aiiiii que demais!!! Lindaaa!!!!
Gislayde Rodrigues
19 de maio de 2017 at 21:06Vanuza Paulino
Marcella Garcia Alves
19 de maio de 2017 at 18:52Oiii, não consigo acessar o link que me enviou para comprar seu livro 🙁
Mamãe Plugada
19 de maio de 2017 at 19:05Marcella, aqui tem os pontos de vendas: http://www.marrieometto.com.br ou direto aqui: http://bit.ly/amazonmamaeplugada