Nesse post relatarei minhas experiências sobre amamentação, sucessos e fracassos, causas e consequências e, principalmente, o que meu coração extraiu disso tudo. Ser mãe é aprender diariamente. De um filho para outro então, nem se fala…
Aprendi demais sobre a amamentação de um filho pro outro… com a Clara, minha primeira, eu li um livro chamado “A Encantadora de bebês” (livro super famoso na época, lá em 2013) e lá dizia sobre amamentar de 3 em 3h e, depois de alguns meses, de 4 em 4h. Segui à risca e, as vezes, ela chorava e eu ia trocar a fralda, a roupa, brincar, e, se nada funcionasse, eu inocentemente me questionava: “ué, ainda não passaram as 3h”… eu também achava que voltaria ao trabalho, e passei a ordenhar o peito para acostumar na mamadeira… ofereci chupeta, mas como mamava no peito, meu coração dizia que ela pegou o dedo para chupar pois queria suprir a necessidade de sucção com pele, não plástico… pode ter sido uma sensação só, mas era o que meu coração dizia. O tempo foi passando, meu pai faleceu, minha tia faleceu, o leite secou de vez. E a partir daí, bola pra frente, segui com fórmula e mamadeira. Ela tinha 6 meses, amamentei exclusivo e ainda doava cerca de 1l de leite por semana à bancos públicos de leite.
Quando nasceu o Lucca, decidi pela livre demanda, ou seja, oferecer o peito sempre que o bebê requisitasse. Não é fácil, é doação intensa da gente, do tempo com a família, do tempo para si, para o trabalho… mas um tempo que decidi doar por n motivos.
E como aprendi! Lucca não pegou chupeta, não pegou dedo, nunca tive falta de leite, o excesso foi só no começo, na fase da apojadura. Lucca teve seus necessidades de sucção satisfeitas pelo peito, não tinha o porquê querer chupeta ou dedo.
Aprendi muito. Inclusive que, ao buscar “informações da moda” na época, eu errei com a Clara. Porém, não me culpo: quantas e quantas vezes iremos errar tentando acertar? Quantas vezes não damos o nosso melhor e mesmo assim falhamos? Quando a gente se empenha, dá nisso melhor e desconhece outras formas, não há o que se culpar! Nasce um bebê, uma mãe não é “parida” instantaneamente. A gente vai aprendendo. Sempre!
Nesse mês de agosto, #mesdaamamentacao , resolvi deixar meus relatos e um abraço em cada uma de vocês: que conseguiram, que não conseguiram, que acima de tudo, fizeram o melhor que podiam, com as condições que tinham e aprenderam muito com isso. Ser mãe é evoluir diariamente.
Um beijo, Marrie Ometto







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