Os desafios da alfabetização durante o isolamento social: É preciso enxergar o aprendizado de maneira mais ampla, incluindo o processo longo que envolve aprender a compreender e interpretar.
Minha filha Clara tem 6 anos e estava, em 2020, iniciando seu processo de alfabetização, que nas escolas Waldorf só se iniciam no primeiro ano do fundamental.
Ela já estava, por vontade própria e curiosidade, querendo muito essa alfabetização. Percebeu por lógica como juntar as sílabas e não via a hora de começar a ler… até que a pandemia chegou e pegou a todos, pais/ escola/ alunos, de “calças curtas”.
Ninguem estava preparado: muitos alunos para uma aula on line onde um professor não consegue dar conta de manter todos no foco, falta de lugar apropriado pra estudar, rotina mudada, ideias divergentes entre os pais… super normal que isso acontecesse… no fim, ficou acordado que receberíamos o material, mas nós pais que passaríamos o conteúdo à crianças.
Do lado dos pais, falta didática, tempo, paciência…
Clara já fazia Kumon inglês e matemática e, nessa pandemia, por ser um ensino individualizado, foi algo que nos surpreendeu muito, pois adaptou-se perfeitamente ao “novo normal”. O método estimula a independência, e eu não precisava ficar em cima, nem ensinando… e ela deslanchou em todas as matérias.
É na primeira infância que a criança começa a registrar e a desenvolver diversas perspectivas da vida, como comportamental social, evolução cognitiva e até mesmo em aspectos físicos. Lições assimiladas neste período de crescimento serão levadas para vida inteira, por isso este é considerado um momento crucial no desenvolvimento de uma pessoa.
Eu não daria conta sozinha. Então Clara entrou também no Kumon português nessa pandemia. E, por ser a hora dela, deslanchou de uma tal maneira, que já leu 7 livros infantis só nesse mês de julho, pois o Kumon tem uma literatura indicada por idade que é muito motivadora pra criança.
De acordo com Bruna Duarte Vitorino, pedagoga com mais de 15 anos de atuação na área de educação e atualmente coordenadora pedagógica do Kumon, “É importante que os pais olhem para o processo de alfabetização com carinho. Não é apenas aprender a ler e escrever. Trata-se de um caminho longo e cheio de etapas que não podem atrapalhar ou interromper a aprendizagem da criança”, diz.
Praticar atividades físicas e inserir na rotina jogos didáticos, de coordenação motora e que estimulem as funções executivas, são fundamentais para facilitar o processo de alfabetização infantil.
As atividades didáticas promovem uma interação social que as crianças precisam desenvolver para que elas possam crescer aprendendo a lidar com o seu semelhante. É com esses tipos de jogos que ela aprende a trabalhar a tolerância, parceria e a amizade, por exemplo.
Jogos para estimular as funções executivas e as atividades físicas são essenciais para potencializar o processo da alfabetização, pois, além de promover a coordenação motora, ainda trabalha o autocontrole, a socialização e proporciona maior qualidade de vida para criança.
Com o início da pandemia, muitas escolas passaram a oferecer aulas online e milhões de famílias tiveram que acompanhar o estudo das crianças em casa. A preocupação com o futuro das crianças é comum para todos.
Assim como fiz com a Clara, a pequena Isabela Dantas Martins, de 5 anos, também teve as aulas presenciais interrompidas. De acordo com o pai, Everton, o receio da família era prejudicar a menina nesta fase de alfabetização.
“A solução encontrada foi matricular a Isabela no Kumon, para não pausar ou atrapalhar seu desenvolvimento. Ela está aproveitando bastante, pois o método valoriza o autodidatismo e ajuda a desenvolver a capacidade de concentração e autonomia nos estudos”, diz.
O mesmo está acontecendo em casa, com a Clara.
Confira cinco dicas da pedagoga para ajudar as crianças nessa importante fase da vida:
- Ler histórias é a principal forma das crianças se familiarizarem com a linguagem escrita, além de ser um momento para estimular a imaginação, memória e criatividade.
- Use cartolinas para criar cartões em que em um lado esteja a imagem e no outro a palavra. As figuras podem ser retiradas de revistas, desenhadas ou impressas da internet. Com isso, aos poucos a criança passa associar a palavra com a imagem.
- Antes de começar a parte escrita é importante desenvolver a coordenação motora fina. A dica é brincar de pintar desenhos sem ultrapassar as margens estipuladas e depois podem evoluir para o traçado de linhas e curvas. Essas atividades podem ser encontradas em revistas de passatempo ou impressas da internet.
- Para a parte escrita comece escrevendo palavras pequenas e fáceis como pé, mão, boca.
- Outra dica é escrever palavras no papel e grudar no objeto correspondente. Isso ajuda a estimular a parte visual do aprendizado
um beijo, Marrie. De tão fã do método, sou uma das primeiras embaixadoras Kumon no Brasil ??.








Comente! Sua opinião é importante!