Quando o bebê chora a noite: como fica a Divisão de tarefas na calada da noite? Aquele combinado que casais fazem na gestação, de apoio mútuo, se estende aos longos e exaustivos meses em que o Bebê não dorme?
Quem acorda na calada da noite? Em 7 anos de blog, conversei com milhares de mulheres, e uma coisa que pega no primeiro ano de vida do bebê é o casamento, por conta da ideia de que a mãe sempre tem que aguentar um pouco mais.
Percebo também lindos acordos antes do bebê nascer, seguida de certa “amnésia” depois, pra ver se ela faz, afinal, pós parto exaure ambas partes, mas o estigma MULHER-MÃE-HEROINA prevalece, e o moço, exausto, olha pra ela e acha que não tem mal nenhum esquecer o combinado e entregar-se à “lençóis”, deixando-na sozinha. Mas esquecem-se que mãe TAMBÉM precisa dormir.
Uma das únicas coisas no gerar e criar filhos que exclusivamente é a mulher que precisa fazer é gestar, parir e amamentar. Todo o resto pode ser dividido igualmente entre pai e mãe.
Todo o resto.
Não é por que a criança acorda de madrugada e a mulher tem peito, que ela deixa de virar gente.
Ela também cansa. Ela também surta se passar meses com sono picado, ainda mais na montanha russa hormonal e emocional que vive nesse período.
E, o mais óbvio, é o fato de o filho não ser só dela. Dá sim para fazer seu papel sem precisar do peito: na higiene, na troca das fraldas, ninando,…
Dá para fazer outros acordos também, se não veem sentido nos dois acordando de madrugada: ela acorda e o companheiro quer dormir, para ser uma DIVISÃO em algum horário, ele também DEVERIA prover que ela durma. Nem que seja um pouco pela manhã, antes que os outros filhos e a casa “acorde”.
E honre o acordo.
Ouço muitas mulheres reclamando que o homem combinou uma coisa, mas aos poucos vai tendo amnésia. Vai vendo que se ela carrega mais essa “partinha” dele nas costas dela, afinal, “não custa nada deixá-lo dormir, né? Ele não tem peito!” (??).
Muitos casamentos acabam no pós parto, tem até post com estatísticas aqui no blog. E, na grande maioria das vezes, é por conta da sobrecarga da mulher, da falta de empatia do momento em que ela está vivendo com as mudanças da maternidade (hormonal, estético, profissional) e consequente abandono de companheirismo, alegando que “a mulher está louca”.
Amor é pra todas as horas. Divida as funções e não tenha amnésia (se vc não faz, alguém tem que fazer) especialmente nos primeiros anos de vida do bebê e mostre o homem da p**** que você é!
*PS: AOS QUE JÁ SÃO SUPER PAIS, SUPER COMPANHEIROS, HOMENS HUMANOS, esse post não é para vocês. Infelizmente muitas ainda sofrem com a criação machista de antigamente.
Por Marrie Ometto, do blog Mamae Plugada.


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