Carta figurativa de uma criança de 3 anos para sua mãe, explicando um pouco das etapas de desenvolvimento comuns à idade.
Mamãe, agora já sou uma menina grande, não mais um bebê pequenininho {frase exata de Clarinha, 3 anos, quando tento ajudá-la a fazer algo}.
Finalmente entendi que sou um ser totalmente separado de você, minha Mãe e quero definir minha própria e ÚNICA personalidade testando muitas coisas. Muitos chamam de manha, birra, má criação, mas nem sempre é isso. Preciso testar para me firmar. Às vezes, digo não a você para mostrar que agora tenho a minha opinião, mas isso não quer dizer que não queira o seu não! Muito pelo contrário: seu NÃO é necessário para que eu entenda os limites de onde posso ir na minha formação. Mamãe, não perca a paciência nessa fase tão importante para mim. Parece que não, mas preciso demais da sua atenção, do sei companheirismo, do seu não. Pois não sou menina má, não faço as coisas para magoar, para machucar. Estou aprendendo a viver nesse mundo que para você é algo bem mais nítido do que para mim, que cheguei a pouco. Portanto, Mamãe, não me rotule: não sou o que meus atos de aprendizado testam causa e efeito. Meu ser ultrapassa enormemente esse conceito.
Quero fazer as coisas sozinha agora. Por anos eu dependi dos outros para vestir-me, escovar-me, lavar-me, então agora deixe-me tentar a liberdade de fazer as coisas que consigo fazer… Isso não quer dizer que não preciso de você, Mamãe, muito pelo contrário!
A intensidade do vínculo não mudou, apenas ganhou outra nuance, um novo significado. Preciso de supervisão e não de que faça por mim.
Como sou menina grande, não quero mais minhas fraldas. Mas Mamãe, por favor, não grite comigo se escapar xixi na cama a noite, pois isso só aumenta a vergonha que sinto da situação, afinal não sou mais bebê. Me afague com palavras doces, explicando que errar faz parte do aprendizado e que, quando menos esperar, vai passar.
Agora já começo a não apenas criar amizades com as outras crianças que me cercam, mas também a criar afinidades. Fico consequentemente mais interessada em brincar com aqueles amigos que curtem a mesma brincadeira que eu adoro. E, óbvio, sei bem quem é que faz todas as minhas vontades. Por isso amo tanto ficar na casa da Vovó.
Mas não se preocupe, Mamãe! Eu estou crescendo sim, mas lá no fundinho gosto de saber que sempre serei seu bebê. Isso é meu acalento, meu Porto Seguro, meu amor para a vida toda!
Por Marrie Ometto #reflexoesplugadas
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Kelly Crocomo
14 de fevereiro de 2017 at 15:12Rodrigo Crocomo
Bianca Coelho Novoa
14 de fevereiro de 2017 at 14:32Bruno Novoa ❤
Nosso Heitor
Marcela Pacheco
14 de fevereiro de 2017 at 10:11A minha pequena está com 2a e 6m, estou vendo que isso está começando.. mas é maravilhoso!! É doloroso pq não é mais aquele serzinho dependente, mas é gratificante ao mesmo tempo!
Ariane Lima
14 de fevereiro de 2017 at 09:57Alex Amaro Bomfim
Danielle Lopes
14 de fevereiro de 2017 at 09:30Daianne Carvalho
Karinna Mello Reis
14 de fevereiro de 2017 at 03:08Muito legal
Que bacana, minha filha tem uma bóia iguazinha essa da Clara.
Andrea Souza
14 de fevereiro de 2017 at 01:36Flavia Souza lembrei da Bá.
Geigla Martins
14 de fevereiro de 2017 at 00:35Michelle Gomes Ferreira
Juliana Calado
14 de fevereiro de 2017 at 00:27Ler esse texto acalmou meu coração. Perfeito para a fase em que me encontro, tenho gêmeas que em maio fazem 3 anos e é tudo tão intenso.
Mamãe Plugada
14 de fevereiro de 2017 at 00:37Intenso mesmo. Mas a fase é linda também, né? Eles se descobrem!????
Juliana Calado
14 de fevereiro de 2017 at 00:40❤
Patrícia Hayashi
14 de fevereiro de 2017 at 02:57Sou mãe de gêmeos de 4 anos e mais uma pequena de 1 ano.
Só digo uma coisa, respira fundo e relaxa, no final vai dar tudo certo ✌
Mônica Dubowski
14 de fevereiro de 2017 at 00:17Juliane Amaral Vieira
Juliane Amaral Vieira
17 de fevereiro de 2017 at 10:36Que preciosa descrição Mônica Dubowski, obrigada! Olha Eduardo Vieira