Criança deve ser criança: Inclusive a indisciplinada!

Sempre acreditei que tudo tem seu tempo e que, sou adepta ao esquema de uma rotina rígida, mas com muito amor, respeito, participação e compreensão do ser humanozinho que esta ali, absorvendo tudo feito esponja. Respeito sua individualidade, ao aceitar seu tempo, sem pressão.

Acredito muito na educação pela brincadeira, em passar os valores no ato do brincar. Se eu posso fazer minha filha arrumar os brinquedos dela “brincando”, de uma forma divertida por que o faria de uma forma militar?
Para que a atividade se torne um inferno e ela não tenha nenhum prazer em executá-la?
Ontem no Programa da Rede Globo Fantástico, levantou-se uma polêmica das boas para discussão em família: Um tratamento de choque para crianças indisciplinadas, os acampamentos linha dura – que usam uma espécie de regime militar para tentar mudar o comportamento de meninos e meninas que, na visão dos pais, estão fora de controle. O método é bastante controverso e levanta a questão: educar no grito funciona? 86% dos telespectadores do programa disseram que sim, que levariam seus filhos para estes acampamentos caso precisassem…
Minha opinião? Eu não mandaria. Sou adepta sim de uma educação rígida, com regras a serem seguidas (como no mundão lá fora), mas como frisei acima, com base no amor, respeito a individualidade e carinho. O afeto constrói a confiança entre pais e filhos. Dou colo, beijos, abraços do mesmo jeito que coloco regras em casa. Regras essas que nunca tive dificuldades para implantar, pois nunca impus, desde o começo respeitei o tempo da criança e fomos nos “entendendo”. O toque é fundamental, assim como o apoio emocional e a presença!
Ninguém nasce agressivo. O comportamento de uma criança está diretamente relacionado às atitudes dos pais. Quer melhor exemplo para seu filho do que tratar com amor e respeito seu marido na frente dele e vice versa? Não tem essa de dizer que seu filho “herdou o gênio do pai”. Se você não cortar pela raiz os comportamentos agressivos dos seus filhos, há grandes chances de que eles se tornem adultos violentos. Você pode fazer isso em casa, não precisa mandar para um acampamento cheio de atividades traumáticas e castrativas.
Na minha opinião, a participação, cria cumplicidade e respeito, sendo os extremismos não necessários. Deixar regras claras em casa, bem como o que pode acontecer quando as regras estabelecidas são quebradas e segui-las à risca, dando apoio afetivo e valorizando o esforço, são as atitudes que considero as melhores.
Criança deve ser criança

Um beijo, Marrie

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