Crianças precisam mais de disciplina do que afeto dos pais, diz psicóloga

Ultimamente vemos um enorme apelo ao amor, ao acalento, o que não deixa de ser lindo e real. Porém, amor não significa “criança pode tudo”, não é só de carinho que se educa uma criança. É preciso limites também.

Mais do que carinho, as crianças precisam que seus pais lhes dêem estrutura: regras e disciplina, diz Lisa Damour, importante psicóloga especializada em meninas nos EUA.

É inegável a importância do amor e carinho na criação de qualquer ser humano. Acontece que amor e carinho, calor humano, não são só os pais que provém a uma criança: tem os avós, os dindos, os tios, os amigos, os primos,…

O que só os pais podem prover a uma criança é a segurança de uma estrutura familiar. Regras a serem seguidas.

E vamos combinar que, dizer não, seguir com regras, disciplinas e educar é um enorme ato de amor, né? Acredito que muito mais do que o SIM sempre!

Geralmente, quando uma família não tem regras, as crianças ficam mais ansiosas e não sou eu quem digo isso, são os estudiosos da área de psicologia, como Lisa Damour, que abordou esse tema recentemente e foi muito criticada.

Até os adolescentes, que parecem lutar veemente contra regras, eles sentem-se mais seguros quando as tem. Por que, se não tiverem, acabarão por criá-las, porém com a insegurança se estas regras seriam o caminho certo a seguir. É mais acolhedor ter as regras recebidas de adultos que os amam, para que inclusive possam questionar. Adolescentes tem seus hormônios tirando-os do controle e precisam de pais no controle para dar-lhes segurança, mesmo parecendo que eles não querem isso. Faz parte do desenvolvimento.

Segundo Damour, em relato ao Quartz Media, crianças que crescem libertas – sem regras e disciplina, podendo fazer quase tudo o que quiserem – são mais propensas a crescerem adultos ansiosos e menos felizes do que aqueles criados em lares com regras firmes, dando suporte ao desenvolvimento dos filhos.

Crianças precisam se sentir amadas e de regras, para crescerem seguras e felizes. Mas como regras só quem cria pode dar, os tais limites, então o papel dos pais dica muito mais forte nesse quesito.

Claro que regras não significam que seja necessário criar um sistema ditatorial no lar. Não mesmo, até por que é importante que as crianças desenvolvam argumentação, negociação e tudo mais. Existe um equilíbrio e cada lar encontra o seu. Existem alguns esquemas que auxiliam muito as crianças não apenas entenderem as regras, como segui-las de forma mais proativa.

  • Regras básicas: aqui sempre foi inegociável questões de higiene, saúde/segurança e educação. Minha filhinha, mesmo com 3 anos, sabe que ela tem que escovar os dentes 3 vezes por dia e após as refeições, que precisa tomar remédio se estiver doente e que terá que falar as “palavras mágicas” caso queira alguma coisa, bem como cumprimentar as pessoas, mesmo que não queira o contato físico (um “oi” já basta). Não imponho com um “por que sou sua mãe”, e sim explico o porquê das regras: “escovar os dentes para não ter cáries” e por aí vai, assim ela entende e coopera. As regras são as mesmas, não mudam.

  • Não seja tão rígida a ponto de não aceitar as desculpas das crianças. Ao aceitá-las, as crianças sentem-se respeitadas e isso gera confiança na família, o que é muito importante.
  • Sou seu pai/mãe, não seu melhor amigo. É importante enfatizar que, embora a gente ame além de todos os limites do coração, a gente não pode deixar que eles façam o que quiserem, como um colega de escola, exatamente por amá-los.

 

Um beijo, Marrie


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87 Comments

  1. Gabriela Rodrigues Do Carmo

    3 de agosto de 2017 at 15:09

    Leonardo Do Carmo quando puder da uma lida amor

  2. Luana Benarroz Nobre Uhlmann

    3 de agosto de 2017 at 14:47

    Disciplinar é amor ! Criança precisa dos dois na mesma medida. Dizer não é amor !

    1. Mamãe Plugada

      3 de agosto de 2017 at 14:48

      É o que o texto diz, porém com a ressalva de que limites só os pais podem dar. Mas amor, carinho, eles também têm de avós, tios, amigos, …

    2. Luana Benarroz Nobre Uhlmann

      3 de agosto de 2017 at 14:50

      Mamãe Plugada sim sim ! Temos que tá ligadinhas sempre . O que eu faço e funciona é explicar cada vez que digo não o porque do não para ela compreender que não é por implicância que não é por querer ser ma mas sim por amar e proteger e querer que ela se torne uma criança adolescente adulto que saiba receber nãos e continuar amando!

    3. Mamãe Plugada

      3 de agosto de 2017 at 14:52

      Luana Benarroz Nobre Uhlmann o mais difícil, né? Muitos estão confundindo amor com “pode tudo”.

    4. Luana Benarroz Nobre Uhlmann

      3 de agosto de 2017 at 14:52

      Mamãe Plugada e é tão verdade isso ! Limites só os pais mesmo.

    5. Luana Benarroz Nobre Uhlmann

      3 de agosto de 2017 at 14:54

      Mamãe Plugada nem me fala … difícil mesmo. É mais trabalhoso dar limites exige muito mais da nossa paciência e tempo. Mas com certeza formaremos seres humanos brilhantes e esse trabalho ecoará por gerações ! Valerá a pena .

  3. Fladinara Esquiam

    3 de agosto de 2017 at 14:37

    Confesso q ando meio perdida nesse assunto. Eu tenho uma filha de 8 anos, mas como imponho regras e disciplina, acabo sendo sempre a “má”, ou seja a “bruxa do 71”. Não queria q ela me visse assim… tb quero ser a boa, q ela confia…

    1. Mamãe Plugada

      3 de agosto de 2017 at 14:45

      A psicóloga nesse artigo fala sobre explicar as regras. Às vezes, a gente ouve um “por que sim”, “por que sou seu pai/mae” e isso acaba afastando as crianças. Quando elas entendem o porquê das regras, por mais que não gostem, nos veem menos como vilões.

    2. Cassia Reis

      3 de agosto de 2017 at 15:21

      Quando eles crescerem eles vão reconhecer isso. Tenha garantia nisso. Porque eu achava um absurdo minha mãe mandar eu comprar meu próprio sabonete e shampoo, coisas pessoais, quando arrumei meu primeiro emprego, além de pagar uma conta da casa. Enquanto os pais dos meus amigos pagavam tudo e se depender até hoje casados os pais ainda contribuem. Hoje eu sei dar muito valor ao dinheiro, sou boa em economizar e sou boa em compartilhar o pouco que tenho. E sei que isso foi graças à minha mãe me ensinar mesmo na cara dura que tem que ajudar em casa. Foi um aprendizado e não na verdade uma mãe explorando a filha. A gente só reconhece quando cresce. O trabalho de mãe é um trabalho sem reconhecimento, mas de grande valor e divindade.

    3. Mamãe Plugada

      3 de agosto de 2017 at 15:31

      Cassia Reis vivi isso também. Meus amigos tinham pais que faziam absolutamente tudo por eles e os meus, faziam com que eu criasse minha independência. Hoje agradeço, pois conquisto minhas coisas desde muito cedo pelas próprias pernas.

    4. Elaine Leite

      3 de agosto de 2017 at 16:12

      Não se sinta perdida, devemos dar amor e também é não menos importante impor a regras corretas e disciplina, tenha certeza q nunca se arrependeras disso. Se todos os pais fizessem isso não teríamos tanto adolescentes e crianças perambulando por aí perdidos na vida.

    5. Adriana Stadnicki

      3 de agosto de 2017 at 17:00

      Pior qndo vc disciplina e os tios e, principalmente, os avós passam por cima, e ainda tiram tua autoridade na frente da criança.

    6. Wilma Gomes

      3 de agosto de 2017 at 17:17

      Quando crescerem entenderam que o que fizeste foi para que fossem capazes de enfrentar o mundo e as adversidades da vida.

  4. Maria Seleme

    3 de agosto de 2017 at 14:24

    Eu achava isso até ter filhos. Hoje acho uma besteira, claro que disciplina e limites são importantes e necessários, mas demontrações de afeto, amor essas sim são essenciais. Aliás, as crianças criadas em ambientes muito restritos e disciplinados tendem a se rebelar mais (quem não se rebelaria?) e não saberem bem como lidar com seus sentimentos.

    1. Mamãe Plugada

      3 de agosto de 2017 at 14:46

      Como o texto diz, não é ditadura. Mas regras e limites, só os pais podem dar, por isso tem importância nesse sentido…

    2. Maria Seleme

      4 de agosto de 2017 at 03:43

      Mamãe Plugada eu concordo com o seu texto, não concordo com o título, vou explicar: Minha filha tem a idade da sua e temos as mesmas regras (escovar os dentes, pedir por favor, dar oi), igualzinho! Mas esse sistema que nós duas adotamos é o exato oposto do nome do texto (“crianças precisam de mais regras do que afeto”) pelo que percebo nós temos algumas regras macro, algumas inegociáveis (como tomar remédio), algumas mais flexíveis e pronto. Daí a dizer que nossos filhos precisam de mais regras do que afeto me aperece o exato oposto do nosso tipo de criação. Eu moro na Ásia e vejo alguns pais que aplicam a ideia de mais regras do que afeto, e é muito diferente do nosso tipo de criação.

  5. Mamãe Plugada

    3 de agosto de 2017 at 14:12

    É preciso carinho. Amor. Mas regras, limites, disciplina, só cabe aos pais dar à criança!

    As pessoas confundem amor e acalento com “tudo pode”. Mas o maior ato de amor é o NÃO. O educar. Doi dizer não. O sim é tão mais fácil!

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