Minha opinião sobre a nova onda de “maternidade distraída”, aquela em que a gente deixa passar o tempo com os filhos com um olho neles e outro em smartfones. Culpa real ou tempos reais?
Sejamos honestos: quem aqui – que tenha filhos pequenos – nunca aproveitou o tempo em que a criança estava se entretendo nos brinquedos do playground para dar aquela checada básica nos emails ou redes sociais?
As situações são das mais variadas: pais no playground checando mensagens enquanto as crianças brincam sem supervisão devida, na apresentação da criança que o pai/mãe resolve responder aquele whatsapp bem na hora em que a criança faz sua entrada triunfal, quando jantam fora e ficam todos entre telas, ao invés de conversarem.
As tecnologias, entretenimento on line e mídias sociais são sedutoramente projetadas para que emocionalmente nos “abdusam” e isso, obviamente, tem afetado os relacionamentos pessoais em geral (como pais e filhos). E aí vem o ponto de atenção.
Você desejou tanto essa criança, demorou tanto tempo para encontrar o amor de sua vida, por que a fixação fica toda para as telas? Enfim…Um mal da modernidade mesmo. Mal esse que é amplamente debatido no caso das crianças – há tempos (veja posts das atualizações sobre o tema segundo as opiniões da Associação Americana de Pediatria).
Divaga-se se devemos ou não deixar as crianças expostas as telas (ipads/smarthphones/ televisores) num mundo onde as crianças cada vez mais tem como exemplo os seus próprios pais vidrados nas telas ao invés de aproveitarem o tempo que possuem juntos, em conexão um com o outro. Isso fez com que o foco saísse da criança e a conversa, inevitavelmente, voltou-se para os pais/mães como protagonistas, alertando sobre os perigos da chamada “paternidade distraída”.
Ok, nem sempre gostamos de admitir, mas cuidar de crianças pequenas é, alem de muito trabalhoso, às vezes bastante tedioso. Além disso, na correria do dia a dia, talvez aquele seja o único tempinho para que o email seja respondido.
Mas o fato é que as crianças precisam de atenção, interação, piadas em família, conversas, histórias contadas em voz alta, etc, uma vez que o cérebro dos bebês se desenvolvem em resposta às riquezas multi sonoras humanas e presenciais em que vivenciam. Tanto é que é comprovadamente abordado o quanto crianças que vivem em ambientes com muita TV estatisticamente demoram mais a falar.
Eu, particularmente, acho que o termo distraído seja particularmente pesado, mas precisamos nos preocupar com a forma que estamos deixando as mídias sociais e o mundo virtual abalar nossas relações e – inclusive – a conexão com nossos próprios filhos, que precisam de nossa constante interação para que se desenvolvam bem.
Dr. Radesky, da Associação Americana de Pediatria, acredita que tecnologia é uma ferramenta e, como tal, precisamos saber usá-la na medida certa: pode ser uma enorme fonte de humor e alívio do estresse do dia a dia, como pode deixá-lo ainda mais estressado.
O problema é a gente não saber a dose da tecnologia e não ela em si.
E essa culpa e envergonha que os pais carregam ao refletirem um pouco sobre o tanto de tempo que ficam fissurados em suas telas nada mais é do que aquela cobrança do ideal, do que não existe, do tipo de pais que esperávamos que seríamos, aquela glamourização que a vida real – em nenhum setor – existe. É óbvio que num mundo perfeito, nós nos encontraríamos com os amigos no playground e conversaríamos com pessoas ao vivo e à cores, enquanto observaríamos nossos filhos brincar.
O mundo não é ideal, mas a gente também não está certo. As crianças ali no parquinho querem que os pais estejam orgulhosos observando suas mais novas astúcias e isso confere uma segurança emocional a eles sem tamanho.
Não exageremos de um lado, nem de outro. Tudo precisa da medida certa.
Na dúvida, aproveite esses momentos no playground, e mantenha – no mínimo – um olho no balanço ou escorregador em que seu filho está, até por que o mundo também está cada dia mais inseguro e um minuto de distração pode sim conferir a você uma dor para a vida toda. Segurança sempre e em primeiro lugar. E lembre-se: um dia, você pedirá um minuto da atenção de seus filhos, pedirá para que abaixem as telas e te escutem.
Sem neuroses e histerias, sem radicalismos, vamos dar o exemplo, né? Saibamos a hora de apertar o off virtual e viver as delicias da vida real!
Um beijo, Marrie
Leia também:
Saibamos a hora de apertar o OFF virtual e viver a vida real
https://www.mamaeplugada.com.br/entenda-como-a-tecnologia-pode-afetar-seu-cerebro-e-de-seu-filho-como-as-drogas-10984








Martha Vasconcelos
7 de abril de 2017 at 07:17Bruno Vasconcelos
Eliane Maria Araújo
6 de abril de 2017 at 01:29Elysson Arantes
Debora Mota
6 de abril de 2017 at 00:32Caio Marcio
Jane Fernandes
6 de abril de 2017 at 00:18Vc José Barbosa Neto
Willianne Oliveira
5 de abril de 2017 at 19:17Leia o texto.
Hemerson Oliveira
Nanda Campos
5 de abril de 2017 at 18:53Tiago D. Medeiros
Dayane Delfino
5 de abril de 2017 at 17:57Josean Silvério Boa leitura
Wellington Patricia Brito
5 de abril de 2017 at 17:41estou nessa dilema acho que as mídias distraem da correria do dia a dia te fazem ver outras coisa em que não só a criança ou compromissos de dona de casa e do trabalho mas eu tbm me pergunto será que eu deveria tentar deixar o celular de lado ou será que to no caminho certo sinceramente não sei
Natalia Bianca
5 de abril de 2017 at 22:40Uma coisa de cada … tudo tem sua hora mais temos q ter nosso tempo
Wellington Patricia Brito
5 de abril de 2017 at 23:09isso e verdade
Idamara Rezende
5 de abril de 2017 at 16:22Cristiano Gomes Fonseca