Criatividade e associações inerentes a fase do pensar: o caso do Cravo e a Rosa

Sobre associações,  criatividade e consequentes “micos” em pauta. Seja nas massinhas que saíram da mesa para os azulejos da parede ou das coisas que acontecem em casa para associação com as musicas aprendidas na escolinha.

Apresento a vocês mais uma associação criativa, referente a essa etapa “pós-fala”, da consolidação do pensar da minha pequena Clara, de 3 aninhos. As famosas pérolas, que aposto que vocês em casa tem varias para contar! Oh fase boa!


“O cravo e a rosa

Como de costume, cheguei pontualmente para pegar Clarinha na escola, quando a professora me abordou.

Precisava me contar uma coisa muito interessante.

E descreveu que durante a aula tinham cantado a música do Cravo brigou com a Rosa, debaixo de uma sacada?…

Quando terminou a música, todos já quietos, Clara solta: “Meu pai é o Cravo”.

A professora questionou por que o pai dela seria o Cravo e ela, sem hesitar, respondeu: “Por que ontem ele brigou com a MINHA mãe”.

Olha a associação! Pode uma coisa dessas?”.

“Erguendo-se e andando, a criança conquista o espaço físico à sua volta. O andar não deve ser forçado, ele acontecerá espontaneamente quando a criança estiver madura para ele. (…). Em seguida, a criança já balbucia sílabas, consegue formar palavras e designar coisas (‘mama’, ‘au-au’, ‘dada’, etc.). E repentinamente, começa a formar pequenas frases (…), demonstrando agora ser capaz de fazer associação de idéias. É o PENSAR que está surgindo. Essas três etapas do desenvolvimento a criança aprende antes de ter memória. (…). Por volta dos três anos, devido à maturação do sistema nervoso e à mielinização, o EU pode usar o sistema como instrumento. E junto com a consciência do EU, desperta a primeira memória.”. 

Gudrun Burkhard, “Tomar a vida pelas próprias mãos”

 

Um beijo, Marrie


 

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