Aquele discurso que nossas mães/avós pregavam: “minha filha, seja independente, vá trabalhar fora, pois ninguém valoriza o trabalho doméstico” era na verdade um grito de socorro, um conselho para que a gente não passasse pela falta de valorização, por parte da sociedade, que elas passaram. Tenho certeza que elas amaram curtir cada segundo com os filhos, como nós amamos também, mas ouvir um “você não faz nada” dói lá dentro! Na alma! Isso tudo sem férias, décimo terceiro, hora extra, feriados, finais de semana, benefícios e muito menos bonificações!
A gente cuida da casa, dos filhos humanos e caninos, faz exercícios, trabalha de casa, limpa a casa e ainda escuta assim: “ah faz isso você, eu trabalho e não tenho tempo”. Hein? Só pq trabalho do computador da minha casa, quando a minha bebê dorme, eu não trabalho? E se não “gerasse renda” para a casa, a limpeza da mesma (só tenho ajuda 1x na semana), cuidar da bebê, da Comida, dos animais, com todo amor e carinho e com as próprias mãos, tem valor nulo?
Hoje estou pior que ontem. Uma virose me pegou. O mais desesperador é fazer tudo isso, ouvir esses mimimis da sociedade e, nas horas de apuros, como agora, olho para o lado, olho para o outro e como estou? Sozinha! Marido me ajudou muito ontem, mas hoje saiu trabalhar e só volta amanhã (ele não está todos os dias em casa). Como me sinto? Forte, pois mesmo podre, to dando conta de tudo. Não posso me entregar, tem uma casa dependendo de mim.
Só acho que poderíamos ter o mínimo de compreensão da sociedade. Trabalho de casa é trabalho sim! E dos árduos! Vou fazer minha parte: escrever sobre isso (ver se desperto um pouco de senso) e educar a Clara para respeitar muito esse trabalho doméstico. Em pequenos atos, mostro a ela a importância do ritual de cozinhar alimentos frescos, de deixar tudo limpinha e organizado, a cuidar dos animais…eu poderia voltar a trabalhar fora sim, mas por que? Para satisfazer o que uma sociedade julga melhor e não por achar que o momento certo? Não, obrigada! Volto quando eu e minha família achar prudente!
Um beijo, Marrie
Fique plugada por ai:
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Katharina Araujo
25 de maio de 2017 at 21:42Raquel A. A. Sarmento
Raquel A. A. Sarmento
25 de maio de 2017 at 22:15Mas, não tenho a menor dúvida disso. Porém, é tb mt mt mt mais prazeroso. ???
Katharina Araujo
25 de maio de 2017 at 21:42Denny Jennifer Moura Kallyne Moraes Ana Priscila
Denny Jennifer Moura
26 de maio de 2017 at 01:05Vdd e ainda tem gente que pensa e diz :
Vida boa!! Sabe de nada inocente
Kallyne Moraes
26 de maio de 2017 at 01:10Envolve tanta coisa a dedicação exclusiva dos filhos… Muitas…
Ana Priscila
26 de maio de 2017 at 02:44??? É pra poucas.
Regiane Peg
25 de maio de 2017 at 02:00E trabalhar fora e se desdobrar com o filho em casa para suprir a ausência durante o dia?
Realidade de muitas mães nos tempos atuais.
Jornada extensa: trabalho, casa, filho, família…
Jo Mendes
25 de maio de 2017 at 01:28Gustavo Magu
Karem Matos
25 de maio de 2017 at 00:01Concordo plenamente!!!
Gabrielle Barbosa
24 de maio de 2017 at 23:03Carlos César Lopes
Fernanda Duarte
24 de maio de 2017 at 22:00Bill Lima
Ana Paula Andrade
24 de maio de 2017 at 21:05Mariana Ackel Corradi bem vinda ao clube
Daniele Martinho
24 de maio de 2017 at 19:54Olha isso Rita Venancio Machado, Rafaela Michiles, Dayane André,Priscila Amarante….
Luciana Arcoverde
24 de maio de 2017 at 16:09E precisa de estudo pra saber disso???? Hahaha