
Existe vida pós a maternidade? Eu acho que não.
{antes de me julgar, continue lendo}.
Eu não acho que existe a possibilidade de um cenário “depois da maternidade”. Você será mãe para sempre.
Então a vida se interrompeu aonde?
Na verdade o erro está na pergunta.
A gente que se confunde! E leva um tempo até que isso seja percebido.
Mulheres são metamorfoseadas para todo o sempre após o nascimento ou adoção de uma criança. Não podemos simplesmente apertar o botão Voltar e mudar este fato. É a vida. É glorioso. “Uma vez que uma mãe, sempre uma mãe”, e isso é maravilhoso. Afinal, mesmo quando seus filhos crescem e saem de casa, você ainda será para todo o sempre uma mãe. Mais tarde, quem sabe avó.
Não procure vida pós maternidade. Procure não se esquecer de você. Procure luz. Procure visibilidade. Procure não se deixar desaparecer. Não é por que você descobriu um amor imensurável, que precisa sumir por ele. Procure balancear feminilidade e maternidade. Você será mãe para sempre, mulher também.
E ambos papéis precisam de atenção para serem plenas. E, acredite em mim, quando você alimenta seus dois papéis, um impulsiona o outro. Sendo uma mulher feliz, você será uma mãe melhor e, consequentemente, terá filhos mais felizes, já que, inevitavelmente, eles se espelham em você.
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Ontem, depois de anos, desde a minha gestação da Clara que já tem 2 anos, fui a um show. Já havia saído algumas vezes com meu marido, raras, já que minha família mora no interior e não temos babá de confiança. Então, as 2 ou 3 vezes nesses 2 anos que saímos, foram quando estávamos em Piracicaba, com alguém para olhar nossa preciosidade. Moramos em São Paulo, Capital.
Ontem, “importamos”minha mãe para cá, que ficou com nossa princesa para que pudéssemos ter um momento casal. O primeiro desde que ela nasceu que escolhemos a dedo, que foi na nossa cidade. O show do Cold Play.
Não posso explicar o que senti. Aquela musica, aquela produção, aquelas luzes, aquela VIDA entrando em mim e me renovando, nos renovando como casal. Se eu soubesse o bem que isso faz, talvez tivesse me esforçado mais para isso antes. Não teria me achado fútil por pensar como estou pensando agora.
Não é fútil ter momentos de individualidade. É necessário. Porém, a gente não sai da maternidade pensando assim. É um processo. Acho que todas precisamos passar por todas as fases da maternagem até chegar esse momento. A busca pelo balanceamento.
Acredito que cheguei neste momento! Ou terá sido só êxtase do momento? Das luzes? Do show?
Acredito que esse momento mágico que vivi ontem serviu de despertador. De aviso. Para que eu acordasse e olhasse a minha volta possibilidade de uma vida mais balanceada.

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Kezia Prado
22 de maio de 2016 at 10:57Layla Valverde
Ana Paula Barreto
22 de maio de 2016 at 03:35Só é difícil quando não temos quem fique com os filhos…em 11 anos eu tive pouquíssimos momentos assim com meu marido. Agora que o meu filho está mais crescido e independente e poderia ficar até sozinho, tenho uma bebê de 3 meses. Então…vamos tentando driblar e criar momentos especiais em família mesmo, rs!
Mamãe Plugada
22 de maio de 2016 at 05:02Ana Paula Barreto vivo a mesma situação. Sair com o marido é tão raro por aqui e sinto falta dos momentos a 2. Como moramos longe de nossos pais, tudo o que fazemos é com a pequena junto: desde jantares à viagens. Vamos tocando como podemos, né? Rsrsrs
Ana Paula Barreto
22 de maio de 2016 at 10:18Isso aí! Sempre buscando ser feliz! Bjo!
Gilmar Layane De Paula
21 de maio de 2016 at 22:45Lídia Karina
Ana Lucia Rodrigues
21 de maio de 2016 at 19:44Vou ler
Letícia Mezzonato
21 de maio de 2016 at 19:24Naiára Pinto
Tamira Rocha Negrao
21 de maio de 2016 at 19:14Ana Lucia Rodrigues…olha q texto interessante
Isabela
8 de abril de 2016 at 18:00Como é bom ler um texto real sobre a maternidade. Um texto sem culpa, sincero…um texto para reflexão
Marrie Ometto
8 de abril de 2016 at 19:07Isabela, muito obrigada. Infelizmente ainda há um tabu, muitas pessoas se doem quando descrevo o real, pois ainda almejam – e acreditam – serem perfeitas. Acho que por uma fase achamos isso mesmo. Mas é insustentável manter perfeição a longo prazo. Escrevo para confortar a quem não atinge a perfeição e se sentir humanamente normal.
Um beijo e obrigada pelo apoio!