Maternidade me fez mais esquecida, mas me deu super poderes. Cientistas concordam!

O amor tem diversas manifestações e “datas de inicio”: Umas mães relatam amar incondicionalmente seus bebês assim que fazem o teste de gravidez. Outras passam a sentir o amor no momento do parto e outras, ainda, dizem que demoram alguns dias para que esse amor se concretize de forma avassaladora como ele é. O fato é explicado por mudanças no cérebro da mulher e de sua conexão com hormônios que nos fazem amar, mas também esquecer, rsrsrs…
E como, sinto isso na pele. Da criança que nunca se esqueceu uma borracha sequer na escola para a mulher que deixou a própria bolsa em outra cidade, e pegou estrada feliz e contente, sem lenço nem documento. Essa pessoa sou EU! A maternidade me transformou muito, mas o que mais me deixa irritada comigo mesma é o tanto que fiquei esquecida!
Esse papo parece até coincidência ou bobagem, mas não é. O fato é que estou tão conectada ao que preciso pegar para meus filhos, suas roupas, malas, comida, bebida, farmacinha e blá-blá-blá, que esqueço de coisas que seria inadmissível esquecer antes de eu ser mãe: como a minha própria bolsa, com documentos e carteira!
A maternidade desenvolve no cérebro feminino um novo cômodo, totalmente desconhecido e novo, em que nem tínhamos noção da existência. E, ao focar nele de forma tão intensa – afinal esse cômodo do cérebro da mulher é responsável pelo vinculo com o bebê – acabamos nos desligando de outras coisas, levando a fama de esquecidas…
Não adianta negar o óbvio! Mudamos muito após nos tornarmos mães e isso não é questão de achismo, é um fator BIOQUÍMICO: alegria, apego, ansiedade, proteção, …, o comportamento materno é ditado por reações bioquímicas.
Um monte de coisas mudam, mas íntimas alterações emocionais, apesar de sentidas, são pouco debatidas.

Mesmo antes de uma mulher dar à luz, a gravidez já começa a mexer com a estrutura de seu cérebro. Depois de séculos de observações em mudanças comportamentais em novas mães, os cientistas estão começando apenas recentemente a provar que a atividade cerebral na mulher grávida aumenta nas regiões que controlam a empatia, a ansiedade, e a interação social. Ou seja, essas mudanças, motivadas por uma inundação de hormônios durante a gravidez e no período pós-parto, ajuda a Conexão da recém Mamãe com o bebê. Sabe aquele momento em que você começa a sentir um amor arrebatador pelo bebê? Então… Em algumas, isso se dá já na gravidez, e para outras, acontece um pouco mais tarde. E, em outras palavras (menos científicas), os sentimentos maternos de amor esmagador, proteção feroz e preocupação constantes dão-se inicialmente por reações no cérebro. A natureza é linda, não é mesmo?

O mapeamento do cérebro materno é também a chave para entender por que tantas novas mães passam por crises de ansiedade e depressão. Uma em cada seis mulheres sofre de depressão pós-parto, e muitas outras tantas ainda desenvolvem comportamentos compulsivos, como lavar as mãos a cada segundo ou obsessivamente ficar verificando se o bebê está respirando. Isso acontece pois, quando a mulher muda seu status para mãe, há o crescimento das regiões do cérebro envolvidas na “motivação materna”, como regulação da emoção e da empatia, mas essa mesma região é também em grande parte relacionada aos comportamentos obsessivo-compulsivos. Em animais e seres humanos durante o período pós-parto, há um enorme o desejo de cuidar de seu próprio filho, até a ponto de esquecer-se dela mesma.

Leia também: Desapareci ao me tornar mãe, mas me reencontrei.

VOLTANDO À MEMÓRIA: a amígdala – q auxilia  no processo da memória  e conduz reações emocionais como medo, ansiedade e agressividade – se altera no momento em que mulher é promovida à mãe.

Em um cérebro normal, a atividade na amígdala cresce nas semanas e meses após o parto. Este crescimento, acreditam os pesquisadores, está relacionada com a forma como uma nova mãe se comporta: uma amígdala reforçada faz com que a nova mãe fique hipersensível às necessidades de seu bebê, pois os “coquetéis de novos hormônios” encontram mais receptores em uma amígdala maior, ajudando a criar um ciclo de feedback positivo para motivar os comportamento materno. Assim, as mamães, apenas ao olhar para seus bebês, tem seus centros de recompensa do cérebro ativados, fazendo com que ela corram atende-los prontamente ao mínimo chamado. Este circuito cerebral materno influencia o modo meloso com que uma mãe fala com seu bebê e no quão atenta ela é a ele. Nesse sentido, danos  na amígdala associa-se à maior chances de depressão nas recém mães.

Danos na amígdala dos bebês podem afetar o vínculo mãe-filho também. Em um estudo de 2004 publicado pelo Journal of Neuroscience, foram observados macacos infantis que tiveram lesões na amígdala e verificou-se que eles eram menos propensos a expressarem suas angústias, onde encontrar suas próprias mães em meio a outros tantos adultos. A capacidade de um recém-nascido de distinguir sua mãe dentre qualquer outra pessoa está ligada à amígdala.

Atividade na amígdala também está associada a fortes sentimentos de uma mãe sobre seu próprio bebê em relação a bebês desconhecidos. Os cientistas chegaram até a comprovar  diferenças na atividade cerebral entre mulheres que olham as fotos de seus próprios bebês e de quando estas mesmas olham fotos de bebês desconhecidos (Society of Neuroscience).

Os cientistas descobriram que a maior resposta da amígdala ao ver seus próprios filhos foi relacionado ao fato de diminuir a ansiedade materna e os sintomas de depressão. Em outras palavras, as alterações cerebrais de uma nova mãe ajuda a motivá-la a cuidar de seu filho, mas eles também podem ajudar a amortecer o seu próprio estado emocional.

Dessa forma, a maior resposta da amígdala ao ver o rosto dos próprios filhos deste estudo refletiram aspectos da responsividade materna, sentimentos e experiências. As mães que experimentam níveis mais elevados de ansiedade e humor mis baixo demonstraram menor resposta da amígdala ao ver o retrato de seu proprio bebê, relatando atitudes e experiências de maternidade mais estressantes e mais negativas.

cerebro de uma mãe e de uma pessoa apaixonadissima

Comparação entre cérebros de uma mãe e de uma pessoa apaixonadíssima!

Muito do que acontece na amígdala uma nova mãe tem a ver com os hormônios que fluem para ele. A região tem uma elevada concentração de receptores para hormônios, como a oxitocina, por exemplo, que tem como apelido “hormônio do amor”, uma vez que os níveis destes são responsáveis pela ligação materno-infantil em TODOS os mamíferos. E, pasmem: quanto mais a mãe está envolvida na educação dos filhos, maior o aumento da oxitocina.
A oxitocina também aumenta à medida que as mulheres olham para seus bebês, ouvem seus chorinhos, ou os aconchegam. Por isso mãe tem que estar com o bebê em seus primeiros meses de vida! Além disso, o aumento da oxitocina proporcionado pela amamentação ajuda a explicar as descobertas científicas de que as mães que amamentam são mais sensíveis aos choros de seus bebês do que as mães que não amamentam. Afinal, as mães que amamentam apresentam, no cérebro, um maior e mais rápido nível de  respostas para o choro do bebê em comparação com mães que passaram a oferecer fórmula no primeiro mês de vida do bebê.

Talvez, então, a maternidade seja como um  enorme quarto secreto no cérebro da mulher. Quarto este que ela nem imaginava ter em sua casa. Um quarto totalmente novo e desconhecido, dentro de sua própria casa. Em outras palavras, o ato de simplesmente cuidar de um bebê desenvolve novas áreas neurais, caminhos estes totalmente desconhecidos no cérebro dos pais, fazendo-os esquecer muito mais de bobeiras do dia a dia, que estavam num cômodo antigo, como a minha bolsa citada acima, para dar atenção a este novo cômodo no cérebro, repleto de SUPER PODERES!

cerebro mulher pós maternidade
Esta materia foi baseada em estudos científicos, de língua inglês, disponíveis em:
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275 Comments

  1. Letícia Garcia

    7 de agosto de 2016 at 03:33

    Rosana Garcia esse
    Que te falei….

  2. Alberto Miranda

    7 de agosto de 2016 at 01:23

    A paternidade me fez mais esquecido… kkkk… Rita Reis Miranda

  3. Liliane Juliano Shiotsuki

    5 de agosto de 2016 at 21:03

    Nataly Ferreira viu
    É normal o esquecimento

    1. Nataly Ferreira

      5 de agosto de 2016 at 23:49

      Parece que foi você que escreveu rs

      Você não está esquecida, ganhou super poderes ?

  4. Suzi Evangelista Do Valle

    5 de agosto de 2016 at 17:18

    Aqui amiga depois do terceiro esquece até de comer kkkkk

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