Setembro e meus 36 anos
Setembro é tempo em que a chuva cai, o inverno se vai e as flores desabrocham. Mês que espanta o seco do frio e me lembra que fico mais velha. A cada ano, um presente em forma de sabedoria: nesse ano, a certeza de que não preciso agradar ninguém, que posso o que quiser e f***-se quem quiser mimizice por causar.
Essa fase da vida me desamarrou da corrente do ser paciente como um monge com todos. Aprendi que não tenho que tolerar quem chega aqui com uma opinião que não pedi, com uma crítica que não agrega e com ódio descabido a qualquer custo. Entendi que do mesmo jeito que não aprovo a todos, também não sou aprovada. E tudo bem nisso. Que ninguém precisa concordar com tudo. O que não está “tudo bem” é eu ser obrigada a ouvir quem nunca desejou meu bem. Que falem-se entre si.
Aqui é minha casinha virtual e na casa da gente, não é bem vindo quem inveja. Quem exala maldade. Quem não gosta da gente como somos.
Admitir isso é tão libertador. Tão humano. Eu finalmente não preciso tentar agradar. Não preciso falar do que não quero só pq tá todo mundo falando. Não preciso hesitar de comentar algo que acho importante, só porque é delicado.
Nesse aniversário, um pedido-convite inusitado: quem não gostar, não apenas saia da minha vida, como convide um amigo que não gosta (e fala mal de mim junto com você) para ir também. Podem sair pela porta da frente, sem batê-la (não preciso ouvir em letras garrafais – “estou deixando de seguir”).
Ninguém precisa disso: nem eu, nem você. Vida segue.
Aqui ao meu lado (ou me lendo), só quero quem esteja na mesma luta junto. Nessa vibe.
Menos é mais. Números são para fracos. O que importa é a sintonia. A força dos ideais.
Para quem fica, minha gratidão por tanto tempo juntos. Pelo tanto que já abracei e me senti abraçada por aqui.
Nunca presenteei alguém para receber. Presente para quem der mais likes. Meus cabelos brancos impedem-me de ser assim.
Essa sou eu, realidade nua e crua, goste quem gostar. Reflexiva, crítica, intensa, virginiana.
Por que verdade seja dita: Nem a mim mesma agrado-me 100% . Não sou obrigada a nada, muito menos seguir a manada para números vazios.
Setembro, mais um ano por favor. A cada ano que passa, um desapego. Uma tolice que um dia dei importância, jogada ao vento!
#LikeSoParaQuemFazPoliticagem#AiFalamQueOBrasilTaPerdido #Hipocrisia? #FalarARealNaoDaLike #EuSeiQueMeLeem#AteQueOAlgoritmoNosSepare.
Por @MarrieOmetto -09/09
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