Sem filtro, make leve – o mínimo exigido pela idade – 3.5 na porta. Um batom, um pouco de cor, por favor.
Tenho um enorme admirar pelo belo. Pela cor. Pelo design. Mas quanto mais tempo vai passando para ou em mim, mais sinto necessidade de menos.
Nunca na vida vibrei tanto por menos quantidade e mais qualidade.
Quero tudo pautado na segurança, na confiança, na durabilidade, na beleza do atemporal. Dos valores que antigamente eram tão abordados e hoje ficaram demodês. Por isso o vintage me cai tão bem. Sou um azulejo antigo.
Hoje não quero mais saber de acumular roupas, acessórios, pessoas ao meu redor, se não tiver um profundo amor por elas. E elas por mim, pois todo mundo precisa do combustível amor.
Confesso que ainda abro meu armário e sinto um leve desespero. Não acho nada em meio a tanta coisa difícil de desapegar. Hoje percebo que é preciso que as coisas possam ir de vez, dando espaço para que poucas – mas boas – sejam vistas, percebidas, vestidas. Quero menos, mas o desapego não é fácil. Insistir é preciso!
Quero sim me vestir do que me agrega, do que me faz sorrir, do que dá mais luz pro meu caminho. Tô trabalhando pra isso.
Não quero coisas da última moda, quero coisas belas sim, mas duráveis, pois nosso dinheiro não é capim. E quer mais atemporal do que a beleza dos valores? Do amor? Do simples? Ando com urgência da mais bela e hoje tão escassa simplicidade. Com urgência do Justo.
Quero relações deliciosamente solidificadas na confiança, e não apenas pautadas em laços de família, em obrigações, em formalidades. Em “eu preciso te aturar”. Ninguém é obrigado a nada e o ministério da saúde alega que engolir sapos mata silenciosamente, rsrs.
Aos 3.5., sinto-me mais livre para tacar um foda-se a quem não respeita meu espaço, meu ser e a dar valor a quem merece isso. A vida é curta demais pra tantas formalidades, tantos excessos em politicagem e tão pouca qualidade.
Aos 3.5. quero abrir alas para o que merece estar, ficar, entrar…
Obrigada 3.5!
Por @MarrieOmetto, virginiana, questionadora e autora do livro “Desapareci ao Virar Mae, Mas Reencontrei-me” o qual convido todos a saborear cada página de metamorfosear.
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Maria Amelia
10 de setembro de 2017 at 03:50Lindas !