20 conceitos de vida que quer passar para minha filha

Olho constantemente para minha pequena e a sensação primordial é: Meu Deus, como cresceu!

Ao mesmo tempo em que a gratidão toma conta de mim, afinal sinto-me privilegiada de tê-la ao meu lado, vou pouco a pouco entendendo cada vez mais o sentido real – e responsabilidade –  de criá-la para viver bem nesse mundão real.

E, ao mesmo tempo que olho para ela e quero que seja feliz, realizada e saiba viver bem em sociedade, eu também me preocupo com todas as crianças de hoje, pois elas como um todo serão a sociedade na qual minha filha estará inserida nesse futuro para o qual estou a preparando. Se as crianças no geral estiverem bem resolvidas e felizes, minha pequena Clara terá uma comunidade melhor para viver. Parece utópico quando falado assim, mas eles são sementinhas sim, e a floresta de amanhã depende de como as cultivamos hoje.

Eu sei que a maioria dos pais que seguem e lêem o Mamãe Plugada também dizem que estão preocupados com o bem-estar e o crescimento intelectual da sociedade, através com a criação em casa. Apesar do clichê “não há formulas para criação de filhos”, tenha certeza de que o ingrediente AMOR é comprovadamente essencial em qualquer modo escolhido por cada um de vocês para criar filhos, por sermos seres humanos, seres emocionais.

Pensando em tudo isso, resolvi dividir com vocês 20 coisas que eu acredito ser de enorme valor passar nas conversas diárias com nossos filhos:

1. Tentar sempre. O não a gente sempre tem.

O medo de tentar vem do temor de não conseguir e decepcionar aqueles que depositam neles altas expectativas. Eu tento não passar grandes expectativas para minha filha, mas a real é que onde vou com ela, é unânime o elogio: “Nossa, como ela é inteligente!”. Sinceramente não gosto disso, pois esse rótulo pode virar um fardo e, com ele, veio na Clara uma vontade de não querer tentar as coisas, por não querer errar. E hoje, diariamente, trabalho com ela o quanto valorizo o TENTAR dela, independentemente do resultado.

As maiores decepções na vida são muitas vezes o resultado de expectativas mal colocadas. Então, busco alinhar as expectativas para que o tentar ocorra de forma mais prazeirosa. E que, com o tempo, agarre oportunidades aonde ninguém, quer pegar, por ser “difícil”.

2. Aprender a pensar é muito mais útil do que aprender sobre o que pensar.

– Uma grande parte de nossas vidas é resultado das decisões que tomamos. Tento mostrar isso desde cedo aqui em casa: a casa de bonecas está bagunçada por que você não a arrumou, o brinquedo se perdeu por que você deixou largado e você conseguiu colocar aquele calçado difícil por que se esforçou muito.

3. Tudo tem uma consequência e dela vem o fato de termos trabalhado em cima de algo ou não.

É crucial que nossos filhos gradualmente cresçam entendendo que ELES precisam aprender a tomar boas decisões por si mesmos, sem nós. Os pais só podem orientar com o exemplo, mas a formação final do SER e história de vida está em suas próprias mãos. Vejo muitos adultos que perdem-se quando vêem-se sem os pais. É natural o luto, mas depois de um tempo, algumas não sabem qual caminho seguir, sempre eram os pais ali ditando qual o próximo caminho a ser tomado.

4. Sem priorização, não se tem nada

Já viu aquelas pessoas dizendo que não tem tempo para academia, mas passam horas assistindo seriados? Ou então, aqueles que reclamam não ter dinheiro para um curso, mas não deixam de estar em todas as festinhas e baladas possíveis?

A questão aí é: o que você prioriza? Seja em relação a tempo, a dinheiro, a aprendizado, a experimentações…

Reclamar que não tem condições de algo é apenas um auto-boicote. Quem quer, consegue, independentemente se é mais fácil ou mais difícil para si que para o vizinho.

5. Tudo é difícil antes que seja fácil, e ficamos mais fortes quando nos desafiamos

Uma das melhores coisas que podemos fazer por um filho é permitir-lhes fazer as coisas por si mesmos, quando estiverem aptos e em segurança, claro. Ao permitir isso, damos às nossas crianças suporte para serem fortes e responsáveis. Deixá-los experimentar a liberdade de tentar as coisas de seu proprio jeito, faz de nossas crianças mais realizadas, felizes e com maior auto confiança e auto estima.

6.  A preocupação é um grande inimigo do crescimento pessoal.

Muitas das preocupações que temos nem sao reais, nós as criamos. E elas paralisam, fazem com que não tentemos. Quando gastamos o tempo com preocupação, dispendemos nossa imaginação criando coisas que não queremos. E, como toda criança sabe láaaa no fundo, há maneiras muito melhores de usar a imaginação.

7. Atitude é uma coisa pequena, mas que faz uma enorme diferença.

Não se trata de esperar o melhor sempre, ser um otimista desenfreado sempre, mas de aceitar os fatos e de fazer o melhor com o que se tem nas mãos, ao invés de ficar lamentando aquilo que não foi, o que teria sido ou o “e se”.

8. Refletir sobre o que somos gratos nos faz mais felizes e saudáveis.

Dr. Robert Emmons, da UC Davis, pediu aos alunos adolescentes fazerem um diário de gratidão por mais de dez semanas e os resultados foram surpreendentemente poderosos: os alunos que fizeram o diário de gratidão foram até 25% mais otimistas sobre o futuro, e adoeceram com menos frequência durante o estudo controlado. Eles até fase exercitaram mais do que o habitual. Assim que Clara souber escrever, vou super motivá-la a ter um diário de gratidão!

9. A real busca pela felicidade é seu propósito, seu porquê.

A busca pela felicidade não é de modo algum o mesmo que sentir-se feliz. Estar feliz são emoções passageiras dependente de circunstâncias momentâneas. Estou feliz curtindo uma praia. Mas a busca ao longo da vida pela felicidade não é baseada em uma circunstância momentânea particular. O que as pessoas realmente seguem perseguindo não é a felicidade, mas é o significado, o propósito, o porquê daquilo que se faz todos os dias. Eu fui muito confusa em relacao a isso, por muito tempo. Como mãe, acredito que precisarei – quando chegar a hora – a ajudar a minha Clara a  encontrar o seu “porquê”, deixado-a livre para que ela mude de ideia ao longo da jornada. Até por que os nossos “porquês” vem muito do auto-conhecimento.

10. Nem tudo acontece como o planejado, mas ainda assim, podemos estar preparados

Eu planejei detalhadamente a maternidade, mas não coloquei no plano sumir por um tempo, perder minha identidade, desaparecer como mulher. Ok, me reencontrei, esse é o tema do livro. Mas talvez por ter um cert preparo, mesmo tendo sido pega “de calças curtas”. E, da minha carreira de economista, da qual sumi, consegui contornar e ter um dos maiores blogs de maternidade em termos de acessos da atualidade.

Como mãe, quero ajudar a minha filha a entender que, se algum dia o planejamento dela sobre alguma coisa falhar, isso não necessariamente será uma coisa ruim. Ela pode fazer dos limões, uma limonada!

11. Coisas dificílimas podem ser conquistadas ao longo de pequenas etapas

Como falei no item 15, eu não imaginei que levaria o meu hobbie virtual como negócio. Mas eu acreditei que poderia, seguindo algumas pequenas etapas, pouco a pouco, ser um dos blogs mais acessados de maternidade e, por que não, passar a viver de escrever: não apenas em blogs, mas aí em livros, revistas e por ai vai.

Para qualquer um de nós, é 100% possível dar pequenos passos na direção certa, dia após dia, pelo resto de nossas vidas. Até que o grande propósito seja alcançado.

12.  A maneira mais eficaz de afastar-se de algo que você não quer, é mover-se em direção a algo que você quer.

Quando nos concentramos em não fazer algo, acabamos pensando muito sobre o assunto. Assim como quando compro Pringles em casa em épocas de regime. Penso tanto em que não posso atacar o armário da cozinha a noite, que, na calada da noite, adivinhem só o que eu faço?

A mesma filosofia é válida em todas as esferas da vida, independentemente da nossa idade. Por estarmos sempre persistentemente tentando nos afastar daquilo que não queremos, somos inadvertidamente forçados a pensar nisso tanto que acabamos carregando seu peso junto pela nossa jornada.

Eu percebi, na terapia, que eu levo o peso de não esquecer as coisas que as pessoas me fizeram ao longo de toda a vida, em tudo o que eu faço. Então, por que carregar isso junto?

13. Nossas ações sempre falam mais alto do que as nossas palavras.

Sempre digo que as crianças pequenas estão mais para espelhos do que para gravadores.

Para uma criança, seus passos serão referência, não suas palavras

 

Você não precisa ensinar COISAS a toda hora: Estar presente já é ensinar!

 

14. A vontade de fazer coisas difíceis abrem portas, são oportunidades

Tentar. Sair da zona de conforto. Isso é visto pela maioria como algo ruim. Mas acredito que, se eu conseguir ensinar minha filha a ver oportunidade naquilo que esta todo mundo reclamando, terei feito a ela algo maravilhoso! Tudo isso pela educação pela vontade.

Estudar não é facil. Dominar uma nova habilidade é difícil. Construir um novo negócio é arriscado. Escrever um livro demanda muito trabalho. Um casamento é difícil. A maternagem é árdua. Ficar em forma exige muita renuncia.

Nada é fácil. Se a gente conseguir passar para a criança a beleza disso (claro que sempre com cautela, estudos e tudo mais para embasar uma decisão), do conquistar, teremos feito muito!

15. A incerteza é inevitável e deve ser abraçada para conseguir algo que valha a pena.

A gente não tem certeza nem de que estaremos vivos amanhã. Portanto, é importante sim que conheçamos as incertezas, mas que também saibamos não estagnar diante delas.

16. O esforço leva a lugares muito mais longe do que qualquer inteligência jamais levaria

Ensinar que a vida é feita muito mais de transpiração do que de inspiração.

Não importa se você tem QI de gênio, se você não tiver foco e trabalhar duro, nada acontecerá.

17. Confiança é a base.

Ser ético, empático, honesto. Não tem preço. Para si – por deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz – e para quem convive conosco.

Quando aderimos a essa filosofia, acabamos construindo uma boa reputação e as pessoas nos apreciam e nos endossam mais abertamente.

 

18. A vida é bela, porém a maldade existe.

Infelizmente já vi a necessidade de falar em maldade com minha filha de apenas 3 anos. É preciso porém, através de contos e historinhas, ludicamente mostrar que, com inteligência, o bem sempre consegue ultrapassar qualquer limites do mal (entenda mais sobre isso neste post).

19. Somos um pouco das pessoas com quem mais nos relacionamos

Isso é para a vida. Aprendi a gastar tempo com pessoas agradáveis, ​​inteligentes, otimistas, honestas,… e deixar de lado aquelas amizades que parecem bacanas, mas na verdade são verdadeiros abutres, que só se alegram quando tragédias nos permeiam.

Relacionamentos devem ajudar a gente e não nos machucar. Por isso procuro cercar-me de pessoas que refletem a pessoa que quero ser: amigos que tenho orgulho de conhecer, pessoas que admiro, que gostam de mim e me respeitam – pessoas que tornam o dia um pouco mais brilhante simplesmente por estar nele.

20. Algumas pessoas vão julgar-nos injustamente, não importa o quão maravilhoso formos para elas.

Somos um só, humanamente impossível de agradar a todos. Busco mostrar para minha Clara que não é necessário aceitação global. Que é impossível e triste essa busca.

Nós simplesmente não precisamos da aprovação de todos para sermos felizes ou vivermos uma vida em paz. acredito muito que minha missão como mãe é incentivar minha filha a ser respeitosa, mas também a defender-se e a expor sua palavra (seu propósito) até para aqueles que farão de tudo para distorcer suas palavras.

Se estamos bem com quem somos, não precisamos da opinião de todos ao nosso favor.

 

Bom, espero que gostem dessas reflexões que ajudam não só na criação de filhos, mas para uma vida mais leve.

Procuro praticar esses conceitos na minha própria vida, mesmo admitindo não ser expert em vários, entendo a importância de cada um deles.

Um beijo, Marrie

 

5 Comments

  1. Caká Mila

    30 de maio de 2017 at 01:24

    Isso serviu pra mim. Tentar sem medo de falhar ou do que as pessoas vão achar….isso é mega importante.
    Só uma pergunta Vc pretende voltar pra sua área de economia? Trabalhar homeOffice ou em empresa…

    1. Mamãe Plugada

      30 de maio de 2017 at 01:44

      Do jeito que era antes, acredito que não. Penso em fazer algo mais home Office mesmo, usando a economia como base…

    2. Caká Mila

      30 de maio de 2017 at 01:49

      Que bacanaaaa????????? Show.??

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