Em Junho de 2013, no auge das manifestações #OGIGANTEACORDOU, iniciadas em São Paulo e posteriormente espalhadas por todo o Brasil, levantei o seguinte questionamento no Facebook: “Por que a amamentação exclusiva até os 6 meses de idade não é direito garantido a todas as trabalhadoras?”. Por que a maior parte das mulheres que trabalha na iniciativa privada tem direito a apenas 4 meses de licença maternidade, enquanto a funcionária pública tem direito a 6 meses ou mais? Engraçado é que os impostos recolhidos da folha dos funcionários da iniciativa privada é que pagam os holerites dos funcionários públicos. Só por este motivo e pela premissa de que vivemos numa democracia, este direito deveria ser IGUALITÁRIO.A minha pulicação (link aqui) teve mais de 6000 compartilhamentos e em torno de 1500 curtidas.
Na época eu estava grávida da minha primeira e única filha. Trabalhava na iniciativa provada, tive direito a 4 meses de licença maternidade e tirei 1 mês de férias. Tive tanto leite materno que cheguei a doar por meses a hospitais públicos para os bebes do neonatal (doei para o Hospital de Pedreira, aqui de São Paulo). Com menos de 3 meses, achei melhor adaptar minha filha a mamadeira, pois muitas mães sofrem ao voltar ao trabalho pelo fato da criança rejeitar o bico de plástico. Como tive MUITO leite, eu tirava com a bombinha e colocava na mamadeira, desde muito pequenina, tudo para evitar qualquer trauma quando eu retornasse. Fiz adaptação com ela na escolinha (ela tinha 4 meses), onde ela passaria 12 horas por dia, para que eu pudesse trabalhar (sim, eu sempre precisei trabalhar, sempre ganhei igual ao meu marido e sempre tivemos que dividir todas as contas para manter nossa casa). Ao retornar as minhas atividades, FUI DEMITIDA. Minha bebê tinha acabado de completar 5 meses.
Aí eu descobri que, além de ter direito a apenas 120 dias de licença maternidade, a iniciativa privada garante apenas 5 meses de estabilidade no emprego, após a data do nascimento da criança. Fiquei mais indignada ainda!!! Pois, nem os 6 meses de estabilidade no emprego a GRANDE MAIORIA das mulheres trabalhadoras tem.
Por este motivo, Mamães Plugadas, continuem votando nos abaixo assinados, para que este projeto de lei, vire LEI efetivamente!!!
Pois de junho de 2013 para cá, quase 1 ano depois, NADA MUDOU!

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