O que mais ouve-se na gestação e até após o parto são muitas pessoas dizendo: “Pode contar comigo se precisar de alguma coisa”.
Eu diria que essa oferta de ajuda em palavras apenas é uma coisa que efetivamente não agrega. Complementaria ainda que, fora os pitacos e comentários indelicados sobre o corpo no pós parto, essa oferta sem ações efetivas é uma coisa ruim para a nova mãe, mesmo havendo boa intenção nas palavras de quem as profere.
É um assunto delicado, pois as pessoas não fazem por mal, muito pelo contrário, na maioria das vezes são muito bem intencionadas. E exatamente por isso esse assunto precisa ser abordado.
Na minha experiência, sentia enorme dificuldade de acionar essas pessoas quando eu precisava, embora lesse sempre de que eu precisava sim pedir ajuda. Mas nunca pedi. Fiquei por 3 anos morando longe da família, com um marido que viaja e dando conta de tudo SOZINHA. Não me orgulho disso. Apenas demorei para conseguir entender essa questão da ajuda ser tão importante. E, em conversa com as milhares de leitoras do Mamãe Plugada, percebi que, pelo menos nos primeiros meses pós parto, pedir ajuda é uma dificuldade meio geral das recém mamães.
Vejam bem, o aviso:
“Me avise se precisar de algo” é muito diferente de alguém chegar na sua casa e pegar as panelas e dizer que JÁ ESTÁ preparando algo gostoso para vocês comerem.
“Pode contar comigo, ligue quando precisar” é bem diferente de essa pessoa começar a lavar as loucas da sua casa enquanto você calmamente poderá amamentar seu recém nascido.
Vejam bem, nem todas vão pedir ajuda no começo. A maioria talvez não peça!
Por que? Vamos lá!
1. Dificuldade para delegar o que ainda é desconhecido
Para se delegar, é preciso entender bem a função. O que uma mãe de primeira viagem conhece de uma rotina de mãe? Então como espera que ela delegue? Além disso, muitas vezes, as pessoas dizem querer ajudar com o bebê e a mãe, quando o bebê acaba de nascer, quer estar com ele. O que seria delegável são as roupas para lavar, para passar, as louças na pia, a comida por fazer… E isso as pessoas não parecem deixar claro que estarão dispostas a ajudar… É difícil!
https://www.mamaeplugada.com.br/2016/01/como-realmente-ajudar-uma-recem-mamae/
2. A Glamourização da Maternidade e o Temer que a ajuda pense que somos incapazes
No fundo, é isso! A gente sempre glamouriza a maternidade e, na inexperiência materna, acha que para ser boa mãe, deve dar conta de tudo. E, no começo dessa jornada, acha que as pessoas pensarão isso também.
https://www.mamaeplugada.com.br/2016/02/essa-tal-glamourizacao-do-maternar/
3. A maioria pensa que ajudar é cuidar do recém nascido. O que é um enorme engano!
É complicado!
Ninguém se oferece realmente para ajudar nessa nova e desconhecida jornada mãe bebê. Os ajudantes bem intencionados querem carregar, fazer dormir no colo deles, ninar, trocar a fralda, dar banhos…
Mas a nova mamãe não quer ajuda com isso. Nem o bebê quer outra pessoa que não seja sua mãe. Veja bem: esse bebê passou 9 meses ouvindo de dentro uma batida de coração. Vocês acham que perto de qual coração ele vai querer ficar aconchegado?
Enquanto isso as louças ficam empilhadas, a casa vai sujando e a mãe tem que se preocupar com o jantar (algo diferente, tem visita em casa, né?). Eu sei que em cavalo dado não se olham os dentes. Nem em ajuda oferecida, portanto, não podemos escolher aquilo que a pessoa ofertará ajuda. Mas, sinceramente, será que as visitas acham mesmo que ajudar seria aconchegar o bebê?
4. Temor de que a “ajuda bem intencionada” diga não – ou que saia falando mal da gente!
Sim, como nova mamãe, temos medo de pedir ajuda daquilo que realmente precisamos, que é AJUDA COM A CASA. Com a rotina do dia a dia – que continua – enquanto a nova mãe se encarrega de adaptar-se em conhecer profundamente seu bebê.
A nova mamãe teme pedir que você lave as louças e você saia falando mal dela. Ou que estrague uma relação de amizade. Se for sogra então, pior: medo que conte para a família inteira que você é uma folgada que só quer ninar a criança o dia todo.
É complicado! Entendam!rsrs
5. É tão obvio que a Nova Mamãe precisa de ajuda com a casa – e não com o bebê – que as ajudas bem intencionadas deveriam perceber isso!
Se não percebem, compartilhem esse artigo, até que se torne viral e todos entendam!rsrsrs
Por que sinceramente, eu lembro da minha casa cheia no pós parto e todo mundo me perguntando “posso ajudar”? Mas eu não tinha coragem de mandar lavar louça, por a roupa na máquina e fazer comida. As pessoas também não foram proativamente fazer isso.
Resultado: Só tive mais trabalho com as visitas e o que seria ajuda não foi de grande valia, pois da minha bebê, eu que cuidava e fazia questão. E lá ia eu, com a bebê pendurada, pensar no jantar. Lavar uma louça.
Para não pedir, não ser indelicada, não quebrar relações, não ser chamada de incapaz – na minha inexperiência materna, eu pensava isso sim, como muitas novas mamães acreditam que precisam mostrar a toda uma sociedade que são capazes de dar conta de tudo. Sim, pode ser uma besteira, mas a gente demora para sacar isso e tudo vem com o tempo.
Portanto, se você quer realmente ajudar uma nova mamãe, não diga: “Pode contar comigo” ou ainda “Vou até aí te ajudar com o bebê”.
Apenas revise a pergunta. Faz milagres. Se tem mesmo intenção de ajudar no que for necessário para essa nova mamãe, pergunte então:
“O que posso fazer para ajudar?”
Ou ainda, como uma pessoa que quer mesmo ajudar uma nova mamãe, de coração, quer melhorar essa frase e ir direto ao ponto?
Já vá com um plano e não espere para ser dito o que fazer. Ao invés disso, chegue propondo:
“Vou lavar a roupa suja da casa e do bebê, não se preocupe, vou separar tudinho e lavar a roupa do bebê com sabão de coco para não dar alergia em sua pele sensível”.
A chave aqui é a força: A nova mamãe já está passando por um turbilhão de emoções, mudanças, hormônios, não dê a ela a oportunidade de recusar você.
Ah, você não sabe como a nova mamãe gosta das coisas feitas? Apenas pergunte a ela como ela costuma a fazer!
Incrível como as pessoas não sabem como ajudar uma recém mamãe. E como uma nova mamãe sofre para pedir o que realmente precisa.
Não seria muito mais fácil se todos soubessem disso?
Um beijo, Marrie
Leia também:
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https://www.mamaeplugada.com.br/2014/11/estomago-do-recem-nascido-e-quantidade/
https://www.mamaeplugada.com.br/2016/07/6-mitos-que-muitos-pediatras-nao-acreditam-que-voce-ainda-acredita/



Keila Fernandes
15 de março de 2017 at 13:09Pamela nunca voi esquecer de você me ajudando quando a Bi nasceu
Day Leopoldo
15 de março de 2017 at 13:07Aparecida Leopoldo ❤️ obrigado por me ajudar ❤️❤️
Lua Guedes
15 de março de 2017 at 12:56Day Leopoldo
Erica Kika Mendes
15 de março de 2017 at 12:44Thai Ju Whitehead
Erica Kika Mendes
15 de março de 2017 at 12:43Texto maravilhoso… Por isso não liberei visitas, apenas família e olhe lá… Na primeira semana tive bastante ajuda, mas depois vida que segue temos que dar conta de tudo, marido ajuda, mas logo quem tem q dar conta de tudo somos nós… É mt complicado pedir
Thai Ju Whitehead
15 de março de 2017 at 13:23É isso.amiga
Mas peça
A gente aprende a pedir
Chegou visita e tem louça? Pede p lavar RS
Tem roupa p passar… Peça
A gente precisa de ajuda mas além de tudo, temos q aprender a pedir ajuda! ….
Mamãe Plugada
15 de março de 2017 at 19:00Thai Ju Whitehead verdade. Aprender a pedir ajuda é um exercício. Eu ainda não consigo, acredita?
Carlinha Marques
15 de março de 2017 at 12:20Vai ter muito apoio com os babus Miriane Portal
Ana Carolina Acerbi
15 de março de 2017 at 12:03Jaqueline Ribeiro Vieira Baptista
Grazi Coppi
15 de março de 2017 at 12:01Vívian Mendes
Juliana Constâncio
15 de março de 2017 at 11:55Uma das coisas que eu ainda tento entender é isso !!!
Pq as pessoas acham que a ajuda que vc precisa é relacionada a ficar com o bebê recém-nascido ?!
Passei por isso ,foi horrível .
Pensando bem,me ajudou em saber me virar em tudo .
Dou banho desde os 3 dias de vida da minha filha,cuidei do umbigo dela,arrumava a casa,limpava,lavava,fazia comida .
Sofri, me magoei.
Quebrei meu resguardo ,isso não foi legal.
Mas pelo menos descobri quem realmente estava comigo para o que eu “precisava” .
A última coisa que eu precisava ouvir era ; deixa ela comigo e vai fazer as coisas !!
Regina Neves Belfort
15 de março de 2017 at 13:34Exatamente isso! O que mais escuto (ainda estou grávida) é que “se precisar de alguma coisa com o neném eu ajudo”! Eu não quero ajuda pra cuidar do meu filho, quero ajuda pra cuidar da minha casa.
Mamãe Plugada
16 de março de 2017 at 15:22Odiava quando falavam, principalmente quando ela dormia, que eu podia ir fazer as coisas, que me chamariam se precisasse. Ora, para isso, babá eletrônica serve, né? Rsrsrs
Nathália E. Ricardo
15 de março de 2017 at 11:44Dalila Beto Checone Monique Nunes Eve Steffanoni
Monique Nunes
15 de março de 2017 at 11:53Que texto !! Da vontade de marcar a família toda ?