Poupe os pais dos palpites de como as coisas eram na sua época e o quanto acha que esses pais estão fazendo errado. Se tratando de pais amorosos e não abusivos, respeite: o filho é deles e sua opinião pode sim não ser acatada. Pode até não interessar. Apenas respeite.
Mães carregam nove meses e, na maioria dos casos, até que eles ganhem asas e voem.
Mães conhecem seus filhos e sabem o que é melhor para eles. Pais presentes também e é lindo quando compartilham dos mesmos valores.
Então não venha dizer a ela que o seu leite é fraco, quantos anos deve amamentar o bebê, que fazer a rotina é errado, que você é noiada com alimentação saudável ou que a escola que escolheu não tem o método adequado.
Não importa se você criou 10 filhos e eles estão todos bem de vida. Não importa se seu filho andou aos 9 meses e o dessa mãe tem 1 ano e ainda não chegou sua hora. Não interessa se na sua época, os empacotadinhos (bolachas, bolinhos e outros alimentos industrializados, cheio de açúcares, carboidratos ruins e benefícios nutricionais pobres) eram fetiches. Hoje temos estudos, especialistas, informação de qualidade para escolher até caminho seguir. Os pais dessa criança provavelmente estão sendo acompanhados por profissionais que confiam, então poupe-os de seus palpites.
Até dê palpite, se não aguentar. Às vezes é duro ver algo tão diferente do que fez e se calar. Mas aceite que o filho é dela, e se ela não achar seu palpite bacana, não insista. Respeite as diferenças.
Se você gosta da criança, aceite o que essa mãe está colocando como valores na casa dela, se não for nada abusivo, obvio. Estamos abordando aqui casos de relações amorosas e saudáveis, não sobre crianças que sofrem maus tratos pelos próprios pais.
E, por mais diferente que seja o que pensa, não imponha e nem faça o contrário com a criança quando os pais não estão presentes.
Aqui em casa optamos pela alimentação saudável, sem neuras. Tem os dias da besteira, que são minoria. Nos demais, comida é a mais natural possível. Não to falando que é certo, errado, é o que seguimos EM CASA. Tenho minhas questões com a formação do corpinho dela, com estilo de vida, com evitar doenças que matam sorrateiramente (câncer, diabetes,…) e sei que a comida é fator primordial para evitar isso.
Quando alguém quer entojar minha filha de doce e empacotadinhos para agradá-la, me sinto profundamente desrespeitada. Por que já expliquei milhões de vezes a forma que quero criá-la. E pessoas próximas desrespeitando isso, invalidam nossos valores e estilo de educação.
Pior ainda é quando usam de argumentos extremamente tóxicos, como “não te dou doce pois sua mãe não deixa”, ou ainda “não fala para sua mãe que te dei, ela não gosta que você coma coisas gostosas”.
Nesse caso, além de atrapalhar, está colocando filho contra os pais, um crime!
Isso não é amar. É querer impor e afasta as pessoas.
Por isso digo: o filho é da mãe. É do pai. É de quem cria diariamente.
Amar é respeitar os valores dessa família, por mais que não acredite neles.
Se você ama, seja parceiro nisso.
Um beijo, Marrie
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