Relato de uma mãe que, pasmem, errou mais uma vez. Estou chateada sim, mas aprendi. Medo de julgamentos? Tenho não. Atire a primeira pedra a mãe que é perfeita e nunca errou!
A tão esperada festa chegou. Desde que a amiguinha da escolinha enviara o convite da Frozen, não houve um dia sequer que ela não perguntasse: “Mamãe, hoje é a festinha da Alice?”.
Eu pacientemente explicava que não, que seria no dia 18 de setembro, que ainda tinha tempo. Mas que ela não se preocupasse, nós iríamos!
Na data de ontem, ela nem dormia. Era tanta excitação pela festa da amiguinha, que foi deitar apenas as 11 da noite. Vejam bem, ela é uma criança que raramente em casa e rotina normal faz isso. Era ansiedade. Quem nunca sentiu? Sim, ela começa na infância e também pode ser açucarada!
Deixei. Rotina é ótimo, mas acredito que para toda a regra tem sua exceção e há momentos em que as crianças precisam mais da nossa atenção. Precisam ser ouvidos.
Quando finalmente dormiu, eu e meu marido, decidimos por uma taça de vinho é nossa série favorita do momento. Sim, pois cada hora estamos viciados em uma. E digo que fez um bem danado para nós esse tempo que nos permitimos comer pipoca bom vinho, invejando Olivia Pope de Scandal, sentados num sofá sob um cobertor, para nosso relacionamento. Fomos dormir bem mais tarde.
Clara foi dormir tarde para os padrões rotineiros dela. Mas respeitou a rotina no quesito horário de acordar. Coisas básicas como estas que concluem que Murphy pega muito mais no pé das mães quando se trata de suas leis…
Já acordou falando na festa da amiga. A arrumamos. Coloquei o vestido rodado de borboletas que ela tanto ama. O gel de brilho da Hello Kitty também. E, em algum momento entre o meu papel de arrumar ela-pegar as coisas-me maquiar-me arrumar- surtei com meu marido, que apenas fumava tranquilamente na varanda.
Discussão antes de sair. Justamente numa data tão esperada pela Clara. Não foi intencional, somos humanos. Mas o Mix de emoções em um corpinho tão pequeno e imaturo deve ter lhe custado o bem estar da festa: ansiedade+cansaço+tristeza em ver os pais discutindo…
Festa linda! Maravilhosa. Buffet de sonhos de qualquer criança, com uma brinquedoteca que dá vontade de fazer uma igual em casa, mas naquele sentimento que jamais conseguiria…
Clara chegou na festa radiante, deu um mega abraço na amiga, brincou um pouco, mas esse Mix de sentimentos a pegou. Ela ficou chata, brigou com os amiguinhos, não quis dividir a batatinha, não deixou entrarem junto na piscina de bolinha e, ao ir conversar com ela, gritou tão alto como nunca ouvira na vida.
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As pessoas lançavam aquele olhar: “eu sei como é”, ou ainda, numa forma de apoio “meu filho faz a mesma coisa quando tem sono”.
Sou rodeada de Mães maravilhosas. Mas hoje, mesmo com os tanta compreensão, seja nas palavras ou nos olhares, eu sei que a culpa foi minha. A culpa foi nossa.
Como nós, os adultos da situação, nós demos o direito de discutir na frente dela hoje? Justo hoje, um dia esperado por ela a tanto tempo?
Voltamos para casa. Ela finalmente se acalmou. Eu corri para a cozinha preparar os smoothies que ela tanto gosta de tomar e seu jantar. Um pedido de desculpas dessa adulta que ainda parece criança em alguns momentos. Mas nenhuma criança é ruim. E não fiz aquilo por mal.
Mas, como adulta que sou, o “não vou fazer mais” deve se tornar aprendizado, não virar palavras soltas como as que minha Clara, de dois anos profere ao fazer algo errado.
Por que por maior que seja nossos erros como mãe, é sempre na tentativa de acertar ou, se não for, existem pelo fato de sermos humanos e não aquela figura plácida e romantizada que nos desenham a lápis!
Querida filha, me desculpe. Sinto ter acabado com seu dia. Mamãe é humana! Não imaginei que fosse te ferir. Atrapalhar sua tão esperada festa, por conta de não tolerar algumas atitudes do Papai, que faz essas coisas e não é de hoje. Mas Aprendi.
Agora, querida Culpa, te demito. Volte mais tarde, me deixe em paz! Pelo menos nesta noite!
Um beijo, Marrie
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Tá Soares
19 de setembro de 2016 at 08:57Nossa, obrigada, cansada das perfeitaa mães di Facebook, que não erras… sei que não foi agradável, mas sua humildade nesse depoimento ajuda a muitas mães agora, somos humanas ♥
Tássia Hostin de Deus
19 de setembro de 2016 at 08:28Cintia Hostin de Farias
Rodrigo de Farias
Leila Araujo
19 de setembro de 2016 at 05:59Marrie… comentei exatamente isto com meu esposo ontem, sobre nossas atitudes na frente do nosso pequeno Fellipe de 5 meses. Procuramos manter a calma em alguns momentos tenso mas como vc disse… somo humanos! Vale respirar, contar até 5000… para não permitir que momentos tensos “respingue” em nosso bebê. Obrigada pelo belo texto!!!!
Patrícia Amaral
19 de setembro de 2016 at 05:56Show!
Cleudete Cristina Rodrigues Chaves
19 de setembro de 2016 at 04:40Amei o texto.
Marcella Oliveira
19 de setembro de 2016 at 04:04Essa semana me senti assim… Com essa culpa de saber que não fiz o melhor, que de alguma forma não dei o amor que eu achava que meu pequeno merecia ! Chorei, chorei, chorei e depois de um copo d’Água botei a bendita culpa no canto e fui ser feliz com meu pequeno…. Porque ele merece
Luana Gouvêa
19 de setembro de 2016 at 04:03Aqui em casa são 3 e essas agitações entre eu , meu marido e as crianças viraram rotina na hora de nos arrumarmos… Mas é só entrarmos no carro q – tcharan! Tudo passa e é só alegria O que a gente precisa mesmo fazer em momentos como esses é sair do cenário rotineiro (casa) o mais rápido possível e ir buscar um pouco de “ar puro” (seguir para o próximo destino) é desafiador … Mas vale! E esse estres todo na maioria das vezes é pq queremos ser perfeitas , queremos que tudo esteja lindo … filhos impecáveis, família impecável… e quando um pingo cai na hora errada no lugar errado Pooh! Acaba a harmonia em questão de segundos! Estou me educando em relação a maternidade dia após dia e confesso que está sendo uma luta aceitar que crianças se descabelam, se sujam … e eu não tenho como ter o 100/ o controle de tudo ali bem certinho como a hipócrita sociedade cobra e querendo ou não querendo , nós mães, somos afetadas por isso.
Vanessa Heldt
19 de setembro de 2016 at 03:40Tô com 500 ciscos em meus olhos, perfeita reflexão! Mas somos humanas, erramos!
Elisandra Predebon Slomski
19 de setembro de 2016 at 03:34Antes de sermos mães, somos seres humanos, e errar faz parte do nosso mundo, e o reconhecimento do erro é virtude, que poucas pessoas têm. Já me senti culpada dessa mesma maneira várias vezes, para tentar “amenizar” minha culpa, sempre peço desculpas a minha pequena Angelina e tento explicar o que aconteceu e o que estou sentindo. Fique tranquila, estamos juntas nessa hehehe.
Graziella Lage
19 de setembro de 2016 at 03:31Bacana demais! Por aqui tb tenho um exemplar desses que fica vendo TV ou no celular enquanto o pau está quebrando! Manter a calma é muito difícil! !! Tb fico me perguntando pq eu não fiz diferente quando na verdade, o outro que deveria se sentir envergonhado… mas certas qualidades como semancol, não estão disponíveis pra todo mundo… infelizmente! Kkkkk
Samantha Viegas
19 de setembro de 2016 at 09:46Kkk gente pensei que só o meu marido era assim. Me perguntava onde foi que eu errei? Kkkkkk