Não sou adepta a manuais como verdades absolutas. Mas como mãe insegura de primeira viagem, li muitos.
Acredito que ao nascer uma criança, nasce uma mãe, e que essa doideira de hormônios fazem uma verdadeira magia ao realizar essa transformação. Demanda um tempo até a mulher perceba que as respostas para as dúvidas em relação ao criar seu filho está na própria relação e interação entre os dois. Mas esta!
E quando isso é percebido, os manuais generalistas são descartados. Foi o que aconteceu comigo. Ficou o que serviu para mim, não os manuais mais populares.
Porém em toda a leitura, há diamantes a serem colhidos e por que não compartilhados?
Diariamente vejo muitas mamães me enviando mensagens, principalmente no Snapchat, onde normalmente mostro as receitas e refeições da Clarinha. Dizem que ela come bem e de tudo.
Realmente ela tem uma alimentação bem saudável e variada e, para meu orgulho, ela é exemplo aqui em casa. Troféu de paladar mais limpo vai para ela!
Quando fomos para Aruba, hotel All inclusive, eu e meu marido comíamos de tudo, bem ao estilo café da manhã norte -americano (nada saudável). E Clara nem quis provar essas besteiras. Não insistimos para que ela prove algo que não seja saudável, obviamente. Para nossa surpresa, ela comia todos os dias, no café da manhã, uma bacia de frutas e, no máximo, um ovinho cozido que ela ama de paixão. Nem Pães, iogurtes, biscoitos e bolos ela quis!
Apesar de eu e meu marido não termos uma alimentação exemplar, nós comemos bem na frente dela, sendo esporádico o “mal exemplo”. Eu era do tipo que mergulhava num Mc Donalds quando Clara dormia, nunca antes disso…
Além disso, ou principalmente, sempre proporcionamos a ela uma infinidade de opções saudáveis diariamente. Desde que Clara iniciou a introdução alimentar, eu me foquei em não apenas oferecer a ela comidas de boa qualidade e naturais, como também pela variedade de seu paladar (que estava em plena formação).
Eu nunca fiz uma papinha que não levasse temperos frescos (variados, como cebolinha, alho, cebola, tomilho, alecrim, manjericão, gengibre,…) – o que são ótimos na substituição do sal e oferecia uma infinidade de frutas diferentes (pitaya, jabuticaba, pitanga, caju, tâmara, lichia,… ), proporcionando-lhe uma infinidade de aromas e sabores.
Nunca tive preguiça nem tempo ruim para preparar as comidinhas dela. Mas também raramente ficava horas na cozinha, sempre optei pelo fresco, natural e o EXTREMAMENTE PRATICO (aqui no blog tenho inúmeros posts com receitas na seção YUMMY). Sejamos sinceras: Mães multi uso ao estilo cama, mesa e banho não tem tempo de preparar comidas elaboradíssimas de restaurante todos os dias. E tem que se virar com o que tem na geladeira.
Nunca deixei faltar cores no prato de minha filha, e ela sentia o gosto das verduras até mesmo quando comia papinha, pois elas eram completas nutricionalmente falando. Segui meu instinto quando comecei a oferecer os pedacinhos, fazendo dos caldos naturais, meus aliados.
Mas soube identificar as fases difíceis que ela estava passando e entender que nestes momentos, ela comeria menos, por mais que me frustrasse ter sujado loucas e loucas para ofertar-lhe comida fresca e ela recusar. Que quanto mais eu forcasse, mais traumática seria a experiência dela com a comida. Quando vamos a um restaurante não vamos felizes? Para a criança, a associação deve ser felicidade com refeição (leia mais aqui)…
Hoje ela come de tudo, ama frutas, legumes e verduras e orgulha a mamãe, que mesmo não gostando de muitas dessas coisas, nunca deixou faltar em seu cadeirão de alimentação. Quis para ela um hábito que não tinha. E fecho o ano com a felicidade desta conquista!
Como disse, não usei manual (entenda como foi a INTRODUÇÃO ALIMENTAR DA CLARA AQUI). Mas essas regras de ouro do livro “Crianças francesas comem de tudo” de Karen Le Billon é demais, super concordo!!! Mas, no meu caso, atribuo o sucesso da alimentação da Clara muito aos requisitos expostos acima, que veio única e exclusivamente do meu modo de maternar.


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