Bebezinho pequeno, do nada, passou a assustar com barulho de porta abrindo, latidos, espirros? Pode ser uma das primeiras crises, passada a exterogestação, de ansiedade da separação da mãe.
O baby Lucca, que recém completou 4 meses, anda assustando demais por aqui: basta um latido, um espirro de alguém, uma porta rangendo pra que o Lucca dê aquela assustada e abra o berreiro.
Faz alguns dias que está assim, antes sempre foi super de boa, dormia até em meio a falatório…
Quando eu brinco que crescer não é fácil, é verdade. Essa é provavelmente uma crise de iniciação da longa e demorada percepção dele como não mais parte de mim.
Confuso, né? Mas o bebê, até os 3 meses, na tal da fase de exterogestação, acredita que ele e a mãe são uma única pessoa.
Conforme vão se desenvolvendo após os 3 meses, começam a brincar, imitar alguns sons (viram ele imitando o brrrrr que fiz esses dias nos instastories?) passam a olhar no olho da mãe, ou seja, inicia-se aí um loooongo processo de construção da imagem do outro, que termina quando ele finalmente identificar-se como um ser único e separado, após algumas fases chamadas de “ansiedades da separação”, lá na frente.
Bom, percebendo – bem pouco a pouco – que não é mais uma parte da mãe, entende agora que precisa chamá-la para ter o que necessita, e aí, como qualquer novidade na vida, bate a ansiedade. Eles não sabem se serão atendidos, bate um medinho, como tudo o que é desconhecido.
Sabendo disso, podemos ter mais conhecimento do que se passa nas cabecinhas dos nossos bebês, acolhendo-nos mais empaticamente.
Entendem pq, antes dos 3 meses, não tem manha? Eles nem se entendem como seres separados da gente…
Um beijo, Marrie Ometto
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