Quando o filho mais velho perde o trono: adaptação com o recém nascido em casa NA PRÁTICA – por que a realidade nem sempre é o conto de fadas que pintam para a gente!
Tanta coisa acontecendo, tantas adaptações, amor que extravasa, cansaço que consome, tempo que não dá trégua e nos faz sentir tão pequenas diante de equilibrar as necessidades dos dois filhos nessa fase, ainda mais com o marido fora de casa nos primeiros dias … Houve tb um turbilhão de emoções conflitantes desde a chegada do Lucca no coraçãozinho da minha filha mais velha:
muita alegria, sentimento de perda de espaço, busca por atenção e, depois que comecei a ter esse cuidado só com ela, a cooperação começou a reinar: ela quer me ajudar com tudo!
Primeira frase dela de quando o irmão recém nascido chegou em casa:
“Mãe, feliz que o Lucca está aqui, quanto tempo ele ficará conosco?”
(Ela não tinha entendido direito o conceito ?, ri por dentro, e expliquei que a família havia aumentado e isso é pra sempre).
Nos primeiros dias do bebê em casa, ela já entendendo que seria pra sempre e só me vendo 24h com ele no colo, ela soltou:
“Mãe, se eu soubesse que daria tanto trabalho eu não teria pedido irmão, vc não tem tempo mais pra mim, eu queria um pouco de atenção”.
Nesse momento, batendo com o auge do puerpério, eu chorei muito. Não estava me sentindo uma mãe digna do merecimento deles, mesmo sabendo ser uma fase. Dilacerada, expliquei que o companheirismo entre os dois seria pra sempre e que não tem trabalho difícil no mundo que não faça com que isso valha a pena.
Foi aí que percebi que precisava de um tempo SÓ com ela, afinal, ela vivera 6 anos sendo só ela. Lucca já chegou em uma casa onde nunca ele será único.
E como a Clarinha mudou quando passei a arrumar momentinhos só eu e ela!
Depois da nossa ida à manicure juntas, ela ficou cooperativa demais. Hoje fizemos bolo juntas, numa das sonecas do Lucca. E quando ele chora, ela vem, conversa, mexe na barriguinha… nos banhos, ela sempre vem me trazer algum item que esqueci.
E hoje, antes de dormir, ela deu um beijo na testa do irmão e disse:
“Eu te amo, meu irmão. Nunca mais estarei só depois de você”.
Em tão pouco tempo, tantos ressignificados. É preciso paciência e entendimento de que nem tudo é mil maravilhas e romantizado como pintam por ai: leva tempo essa adaptação, a chegada desse amor.
Ah, como aprendo e melhoro como ser humano observando esses anjos que são as crianças. Obrigada meus filhos, por terem me escolhido.
- Primeira vez que viu o irmão na maternidade
- Chegada do irmão em casa
- Eu colocando-os em minhas asas
Um beijo, Marrie
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Janaina
30 de janeiro de 2020 at 20:43Tenho uma menina de 5 anos e a 10 dias chegou a nossa caçula. Quando ouvi:
mãe, qndo vamos ter um dia só de meninas ? Depois que a mana nasceu nunca mais ficamos só eu e vc… meu coração partiu. Mesmo cansada, tento priorizar os pequenos momentos juntas, como a hora do banho, lanches, penteados…
Eu e meu marido não deixamos de falar o quanto amamos ela e como ela é importante. Cada dia é um aprendizado
E acompanhar vc tem me ajudado bastante.
Obrigada por compartilhar !
Sara
28 de janeiro de 2020 at 20:36Eu estou com esse problema.
Descobri que estou grávida. Só que meu filho de 4 anos ñ quer nem saber de um irmão ou irmã… ele chegou a dizer que vai jogar no lixo.
Acho que vai ser bem mais difícil…