Inteligência Emocional não se aprende na escola e é base para um futuro feliz: Você ensina ao seu filho ou ainda está preocupado com as melhores universidades?

As crianças na escola, se alfabetizarão. Aprenderão matemática, história, geografia…No entanto, a maioria de nós não fomos ensinados a lidar com nossas próprias emoções, ou com as emoções dos outros e essas habilidades são valiosíssimas para uma vida feliz em sociedade. E não espere que isso seja ensinado ao seu filho numa sala de aula!

A inteligência emocional é o nome utilizado para descrever quão bem os indivíduos podem lidar com suas próprias emoções e reagir às emoções dos outros. Surpreendentemente, as pessoas que exibem inteligência emocional têm as habilidades menos óbvias necessárias para “se dar bem na vida”, como facilidade em solucionar conflitos, ler e responder às necessidades dos outros sem muitos esclarecimentos e equilibrar as suas próprias emoções. É ter as redeas da própria vida nas mãos.

Muitos de nós, Geração Y, não temos. Afinal, estávamos muito envolvidos com o método tradicional de vida, estudando para ingressar nas melhores universidades, visto que a inteligência emocional é relativamente nova no campo da psicologia, sendo apenas explorada pela primeira vez em meados dos anos 80.

No “modelo misto”, desenvolvido pelo psicólogo Daniel Goleman, existem cinco áreas-chave:

  • Auto-consciência: Envolve o conhecimento de seus próprios sentimentos. Isso inclui ter uma avaliação exata do que você é capaz de fazer, quando você precisa de ajuda, e quais são seus gatilhos emocionais.
  • Auto Gestão: Ser capaz de manter suas emoções sob controle quando elas se tornam perturbadoras. É quando nos sentimos capazes de controlar nosso nervoso, “contar até 10”, respirar fundo e discutir calmamente, evitando coisas que só nos prejudicam como auto-piedade ou pânico.
  • Auto Motivação: A maioria das pessoas são motivadas por recompensas como dinheiro ou status. O modelo de Goleman, no entanto, refere-se à motivação em prol da alegria pessoal, da curiosidade ou da satisfação de ser produtivo. Como diria Marie Kondo, só manter “aquilo que nos faz feliz”.
  • Empatia: Enquanto as três categorias anteriores se referem às emoções internas de uma pessoa, esta lida com as emoções dos outros. A empatia é a habilidade e a prática de ler as emoções dos outros e responder adequadamente.
  • Habilidades sociais: Envolve a aplicação da empatia, bem como a negociação das necessidades dos outros com o seu próprio. Isso pode incluir encontrar um terreno comum com os outros.

 

A verdade é que todos nós acabamos aprendemos muitas dessas habilidades simultaneamente à medida em que crescemos. Mas poderia ser diferente. Sejamos empáticos, e não simpáticos, aos nossos filhos!

Hoje, com a informação que temos em mãos, podemos olhar a criança pela ótica dela e trabalhar esses lados. De que importa a alfabetização aos 4 anos de idade sendo que é muito mais importante que eles sejam emocionalmente mais preparados e, com isso, adquiram qualquer outra habilidade que é muito mais fácil de se conquistar lá na frente?

“Ah, mas fui criado assim e não morri!”, ok! Mas quão difícil foi para todos nós aprender a engolir sapo no trabalho, a segurar as emoções quando a vontade era chorar num ambiente onde precisávamos ser fortes (trabalho) ou ainda, lidar com tantos pontapés e frustrações?

Como sabiamente coloca Carlos Gonzales, a infância é muito fugaz e que nossa obsessão por corrigi-la não nos impeça de aproveitá-la.

É tanto manual e regras para criação de nossas crianças embasadas em um adulto perfeito, que sinceramente, chega a me dar calafrios. Será possível que é tão difícil enxergar que a visão intrínseca da infância está na infância? Que não é preciso criar uma criança pensando num modelo de adulto? Que essa necessidade de corrigir tudo a toda a hora, em nome da educação tal qual tivemos, só acelera essa fase mais curta e bela da vida do ser humano? Que é preciso que a criança se decepcione para aprender a solucionar problemas? Que devemos ser guias, e não GPSs?

Amar demais não estraga. Mas não ensinar inteligência emocional, esperar e lidar com frustrações, SIM!

E cadê a nossa inteligência emocional, como mães, em ter empatia de ver as emoções pela ótica das nossas crianças?

Vale muito pensar em tudo isso e cabe essas leituras!

Diga NÃO à adultização infantil

Não exija que seu filho peça desculpas: Ensinando valores

Ensinar as crianças a esperar é mais importante do que imagina!

Nunca obrigue seus filhos a dar beijos e abraços em parentes

Crianças pequenas não são egoístas, não obrigue a emprestar o brinquedo! Eles podem estar precisando dele!

Como guias – e não GPS que repete tudo o que está salvo no histórico, podemos refletir a importância de se criar essas bases emocionais, que tudo tem a ver com a empatia qual a qual enxergamos a infância e com a maneira como preservamos a infância de nossos pequenos.

Pois na infancia se experimenta de tudo, ou pelo menos, deveria ser super incentivado esse livre explorar, em detrimento do ocupar a cabeça de nossas crianças com tarefas e outras tantas coisas adultas cada dia mais cedo.

Um beijo, Marrie

9 Comments

  1. Sonia Ramos

    22 de junho de 2017 at 15:36

    Amei! Sou mae de filho unico e neta unica e faco tudo pelo sorriso e felucidade deles. Qdo soube da gravidez de minha nora montei um lindo quarto de bb em minha casa, todo decorado por mim… Agora quase completando 3 aninhos me mudei e ela muito auto suficiente escolheu o tema de seu novo quarto, rsr parede azul e tema das princesas da Disney… e ca estou eu montando tudo novamente, correndo, rsrs ja que seu aniversario sera dia 14/7…
    E vamos que vamos… AMO SER AVO DA THAILA!!!

  2. Jenifer Garcia

    9 de novembro de 2016 at 01:14

    Só penso assim. Mas sou professora também de formação. Então, normal eu como mãe pensar que o mais importante é a felicidade, saúde, empatia, amizade, descobertas e amor são muito mais importantes que a tabuada.

  3. Delma Peres Fontana

    8 de novembro de 2016 at 20:00

    Maravilhosa preocupação! !!! Quando pais e professores introduzirao no “currículo das relações cotidianas ” o exercício da empatia….saber ouvir e falar consigo mesmo e com os outros…etc…etc…

  4. Isabela T. Teixeira

    8 de novembro de 2016 at 18:09

    A maternidade me trouxe tantas mudanças…inclusive sobre a forma como hoje encaro a primeira infância e as escolas. Cada vez mais vejo pessoas preocupadas pois os filhos de 2 anos ainda não contam, não escrevem, não falam outro idioma…mas elas se esquecem q essas crianças precisam aprender, antes: carinho, afeto, educação…como brincar se relacionar. Excelente Post!

    1. Mamãe Plugada

      8 de novembro de 2016 at 18:36

      Comentário maravilhoso! Eu também mudei demais minha forma de pensar ao sentir a maternidade na pele ❤️.

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