Viagem para a ilha da maternidade

“Viajei para a ilha da maternidade só com passagem de ida,

Com pouca bagagem, muita informação recebida e pouca experiência vivida,
O trajeto foi lindo, de muita alegria,
Esperei em meio a muita cantoria,
Banhos longos e relaxantes, numa espera inebriante.
Vestida de um romantismo tão cor de rosa, quase furta cor.
Até que um belo dia avistei a ilha da maternidade.
Ela era linda sim. Mas também sombria.
Ela era envolvente, mas também assustadora.
Ela era totalmente diferente daquilo tudo que me falaram um dia.
A gente mergulha num mar de amor absoluto, como que uma fusão de almas. Uma confusão de sentimentos que inundam as nossas almas.
Num primeiro momento, diria primeiro ano, periga de bom grado querer ser um só ser pra sempre. Periga a sutil aceitação da invisibilidade sem perceber. Periga a gente festejar um afogamento.
Com o tempo descobri que a ilha da maternidade é o maior auto conhecimento que uma mulher pode sentir.
E entendi que a viagem para o “ser mãe” é eterna, mas que o prazo de fusão de almas,  apesar de forte, tem hora para se romper, assim como ocorre com o cordão umbilical.
Nesse momento, a maternidade te acompanhará sim, mas a ilha isolada não tem mais razão de ser. A invisibilidade dá lugar a metamorfose.
Assim, a mulher que ao chegar à ilha virou mãe, agora é mãe e também mulher.
Quando enfim as almas de separam, a afinidade ainda está ali, para ser carinhosamente tocada pelo apego.
Não mais uma alma em dois seres, mas duas almas em dois seres, numa aura de amor, de afinidade, de conexão eterna. Basta querer. E crer.
Você será mãe para sempre. Mas ficará numa ilha escura por opção”.
Por Marrie Ometto #reflexoesPlugadas
reflexões sobre a ilha da maternidade
Um beijo, Marrie
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