Diga para a mulher que vê diante do espelho o quanto a ama e a aceita, do jeitinho exato em que ela é hoje. Qualquer transformação começa por aí.

Eu era bonita e não sabia.
Não me dava valor.
Me sentia fora dos padrões.
Fora do peso.
Fora da cor de cabelo que, de tanto mudar, por muito tempo nem sabia mais como era.
Vestindo-me de consumo para ver se me enquadrava mais.
Hoje olho essa foto com muito carinho, pra pessoa que era. Mas, naquela época, me sentia gorda e fora dos padrões estéticos vigentes da beleza.
Por que demorei tanto tempo para olhar para essa mulher e admirá-la exatamente como ela era? Como posso só hoje enxergar a mulher que fui há anos? Qual a dificuldade de nos olharmos no espelho e dizermos: “que mulherão estou vendo!”.
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Ah se eu pudesse voltar no tempo e dizer pra essa moça aí o quanto ela estava bonita, mesmo tendo as coxas mais grossas do que esse DIZ-A-LENDA-SOCIAL prega. Afinal, se desde aquela época essa moça aí soubesse o quanto é linda do jeito que é, não teria se largado tanto com o tempo. Teria se amado mais. Se cuidado mais.
Hoje quero me amar exatamente como estou (calma, vou poupá-los de fotos de lingerie alegando aceitação como está na ultima moda, pois não quero likes à custa de ultra exposição), para daqui alguns anos, me olhar nas fotos do passado e me achar ainda mais bonita mais velha.
Não será a primeira nem a última vez que faço um pacto comigo mesma de não me abandonar mais. Porém, passo tudo e todos da minha casa na frente de mim. Vou pro fim da fila e, quando o dia acaba, não tive tempo de ser atendida.
A cada reencontro, um outro desencontro. Eis a jornada da vida. Desta vez, quero o amor próprio em fila preferencial. Já to pegando a ficha ?
Por Marrie Ometto, autora do livro “Desapareci ao Virar Mãe, MAs Reencontrei-me” (mais infos aqui).
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