Sobre empatia ao pensar infantil

Não é fácil ser criança e experimentar pela primeira vez todos os sentimentos que, mesmo com anos de estrada, ainda não sabemos como lidar.

Por um mundo menos: “Essa criança é birrenta” e mais “por que é que ela está agindo assim? O que será que ela está pedindo/querendo dizer com isso?”.

Que se desestabeleça o “Engole o choro” e entre em cena o “chore até extravasar esse sentimento que te consome agora. Chorar faz bem-independente do gênero”.

Que saia de moda o “Pare agora de sentir raiva” e se entitule como normal o “eu sei o que está sentindo, já senti isso, te amo e vou te ajudar. Seres humanos sentem raiva e precisam aprender a lidar com ela. To aqui com você nessa caminhada”.

Que a verdade absoluta “Empreste logo esse brinquedo!” seja substituída pela empatia do “brincar junto é gostoso, mas ceder o que você realmente precisa naquele momento é fraqueza. Pode emprestar depois sim”.

Que a praticidade do “quebrou? Compro outro” seja repensada pelo “vamos construir um novo juntos ou consertar esse?”.

Que o limites não sejam confundidos com Campos de concentração. Que educação não seja amiga da repressão por si.

Que a facilidade do mundo fast tudo não nos cegue a ponto de não conseguirmos mostrar o valor do esforço.

Enfim, que saibamos guiar nossos pequenos no caminho de uma humanidade respeitosa, amorosa, com princípios e emocionalmente saudável.

Por @MarrieOmetto, autora de “Desapareci ao Virar Mãe, Mas Reencontrei-me”, disponível para vendas na Amazon Amazon (link http://bit.ly/livrodesapareciaovirarmae), Editora Bianch e Livraria Cultura.


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34 Comments

  1. Janine Ramos

    11 de novembro de 2017 at 15:00

    Jessica Pirola Dias Dayana Gusmão

    1. Dayana Gusmão

      11 de novembro de 2017 at 15:09

      Excelente texto..principalmente em deixar a criança expor suas emoções..

  2. Juliana Poli

    11 de novembro de 2017 at 00:58

    Ui textao kkk. Bom como a minha filha tem quatro anos ainda está se adaptando a repartir e não gosta muito, aí eu digo pra ela se vc for na casa dela vc não vai gostar q ela não deixe vc brincar. Bom espero q não esteja fazendo errado

  3. Juliana Poli

    11 de novembro de 2017 at 00:55

    Verdade em tudo e principalmente não acho certo a criança parar de brincar pois tem q dar na marra o Brinquedo para o amiguinho. Eu estou ensinando assim: quando vem uma amiguinha pedir o brinquedo eu digo espera ela está brincando e já vai deixar ela brincar… espero um tempo e digo pra minha filha empresta um pouco pra ela brincar que ela tbm tem vontade de brincar

  4. Aline Meli

    11 de novembro de 2017 at 00:44

    Amei o texto, mas a beleza dessa foto é encantadora. 😉

  5. Greice Ximena

    11 de novembro de 2017 at 00:43

    Estava falando sobre isso hoje e agora leio seu belíssimo texto pra corroborar com tudo que acredito. Ou seja eu não estou só!

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